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Durante a principal cerimônia religiosa da padroeira do brasil, realizada nesta segunda-feira (12) na Catedral Basílica de Aparecida (SP), o arcebispo metropolitano Dom Mário Antônio da Silva defendeu o desarmamento. Ele também cobrou atenção urgente para a pobreza e a fome que afetam o país.
A missa solene das 9h contou com a presença de figuras públicas, incluindo o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Em seu sermão, o religioso enfatizou que a fé não permite indiferença diante de mazelas sociais. Citando o papa Leão XIV, ele reforçou a necessidade de construir uma paz desarmada e desarmante, alertando que o evangelho não legitima o ódio ou a violência contra quem pensa diferente.
Debate sobre o título e movimentações
Em coletiva de imprensa após o evento, Dom Mário comentou sobre os rumores recentes envolvendo o título de Nossa Senhora Aparecida. Questionado sobre possíveis pressões políticas, o arcebispo reconheceu a existência de articulações, mas evitou especulações alarmistas sobre o futuro da devoção nacional.
Fé e devoção dos romeiros
A data festiva mobilizou centenas de milhares de fiéis no Vale do Paraíba. A administração do santuário estimou que cerca de 150 mil pessoas visitassem o complexo religioso ao longo do dia, após atrair meio milhão de visitantes durante a novena.
Entre os devotos, histórias de superação marcaram o dia. O paulistano Anderson Roberto Mendes da Costa caminhou 172 quilômetros a pé até a basílica, enfrentando chuvas e intempéries para alcançar o destino e cumprir sua promessa.

Plantão Guarujá