Apesar do cenário de forte polarização ideológica no país, a bancada feminina na Câmara dos Deputados deve manter sua atuação suprapartidária na nova legislatura. Parlamentares de diferentes espectros políticos buscam unir forças em Brasília para aprovar pautas prioritárias de defesa dos direitos das mulheres, como a garantia de assentos reservados no Legislativo e o reforço no orçamento de combate ao feminicídio.

Em declarações recentes à Rádio Câmara, as deputadas Jack Rocha (PT-ES), atual coordenadora do grupo, e Soraya Santos (PL-RJ), que liderou o colegiado anteriormente, defenderam uma reforma para assegurar a reserva de vagas para mulheres no Parlamento. Atualmente, a legislação brasileira exige apenas a cota de 30% para candidaturas femininas, sem garantir a eleição efetiva de representantes.

A deputada Jack Rocha sugere que a reserva de cadeiras comece em 30%. A partir de 2027, a representação feminina na Câmara subirá de 90 para 109 deputadas, alcançando pouco mais de 20% das 513 cadeiras. Para Soraya Santos, a meta ideal seria de 50%, refletindo a proporção de mulheres no eleitorado nacional, que hoje soma 52%.

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Desafios regionais e combate à violência

Soraya Santos destacou que a consolidação de vagas reservadas poderia diminuir a violência política de gênero. Ela lembrou ainda a persistente desigualdade regional, citando que estados como Piauí, Roraima e o Distrito Federal não elegeram nenhuma deputada federal para a próxima legislatura, evidenciando a necessidade de reformas estruturais.

O combate à violência doméstica também une as parlamentares. Jack Rocha alertou para a gravidade do cenário nacional, onde cerca de quatro mulheres são vítimas de feminicídio diariamente. Diante disso, a prioridade da bancada é direcionar mais recursos do Orçamento Federal para a segurança pública e para o fomento ao empreendedorismo feminino.

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FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias