O Banco Central informou recentemente que ainda há dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras do país. Os recursos somam R$ 5,79 bilhões e já podem ser consultados por cidadãos e empresas.

Do total disponível, R$ 4,31 bilhões pertencem a 23,94 milhões de pessoas físicas. Outros R$ 1,48 bilhão são destinados a 2,36 milhões de empresas.

Esse montante representa uma alta de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior. O dado indica uma retomada do crescimento dos recursos disponíveis para resgate.

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Onde está o dinheiro?

Os recursos estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras. Os bancos concentram a maior parcela do montante disponível atualmente.

Confira a distribuição:

  • Bancos: R$ 2,46 bilhões, o equivalente a 42,4% do total
  • Administradoras de consórcios: R$ 1,97 bilhão
  • Cooperativas de crédito: R$ 805,6 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 369,6 milhões
  • Financeiras: R$ 121 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 68 milhões
  • Outras instituições: R$ 5 milhões.

A maior parte dos beneficiários tem direito a quantias pequenas. Segundo os dados divulgados:

  • 69,4% dos valores a receber são de até R$ 10;
  • 18,95% estão na faixa entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 9,39% variam de R$ 100,01 a R$ 1 mil;
  • 2,21% dos beneficiários têm valores superiores a R$ 1 mil para resgatar.

Como consultar valores

A consulta deve ser feita exclusivamente pelo Sistema Valores a Receber, mantido pelo Banco Central.

O procedimento permite verificar se há dinheiro disponível e identificar a instituição responsável pela devolução.

Para consultar, é necessário informar o CPF e a data de nascimento, no caso de pessoas físicas. Empresas devem usar os dados corporativos solicitados.

Para solicitar o resgate, o interessado deve seguir as orientações apresentadas na plataforma oficial.

Confira as etapas:

  • Acesse o site oficial do Sistema Valores a Receber
  • Faça a consulta dos valores disponíveis;
  • Entre no sistema com uma conta Gov.br de nível prata ou ouro;
  • Leia e aceite o termo de responsabilidade;
  • Confira o valor e a instituição responsável pelo pagamento;
  • Selecione a opção de resgate disponível e siga as instruções.

Quem não possui chave Pix deverá entrar em contato com a instituição financeira indicada pelo sistema para combinar outra forma de recebimento.

No caso de valores de pessoas falecidas, a consulta deve ser feita por herdeiros, inventariantes ou representantes legais.

Atenção aos golpes

O Banco Central alerta que o serviço é totalmente gratuito e não é preciso pagar intermediários para recuperar os valores.

Para evitar fraudes, siga algumas recomendações básicas:

  • Utilize somente o endereço oficial do Banco Central;
  • Não clique em links suspeitos enviados por e-mail ou SMS;
  • Não compartilhe senhas ou códigos de acesso;
  • Desconfie de cobranças antecipadas para liberar o dinheiro.
FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil