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Gralber Compri, condenado definitivamente a 17 anos e 13 dias de prisão, em regime inicial fechado, por envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 74 milhões, foi preso nesta quarta-feira (7), em Guarujá, no litoral de São Paulo. O homem, de 47 anos, é apontado como integrante de uma posição de liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Conhecido pelo vulgo “Da Princesa”, ele era procurado pela Justiça e foi localizado na saída de uma academia de ginástica, no bairro Enseada durante uma ação conjunta da Polícia Militar e da Polícia Federal. Compri também foi condenado a pagar 46 dias-multa.
Compri era alvo de um mandado de prisão expedido no âmbito da Operação Hauler, deflagrada em setembro de 2025 pela Polícia Federal em Araraquara, em conjunto com o Gaeco – Núcleo Ribeirão Preto. A investigação apurou um esquema de lavagem de dinheiro que, segundo as autoridades, movimentou mais de R$ 74 milhões destinados ao financiamento de organizações criminosas atuantes no estado de São Paulo.
A localização do foragido foi resultado de um trabalho de inteligência da Polícia Federal. Segundo a corporação, diligências e levantamentos permitiram identificar o paradeiro do homem. As informações foram repassadas às equipes do 21º Batalhão de Polícia Militar do Interior (21º BPM/I), que fizeram a abordagem em Guarujá.
Durante a ação, os policiais apreenderam documentos e cartões falsos emitidos em nome de terceiros, além de dois aparelhos celulares. Após a confirmação da identidade, Compri foi encaminhado à sede da Polícia Federal em Santos para as providências relacionadas ao cumprimento do mandado de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa.
A Base Avançada da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Santos, que realizou a ação, é composta pela Polícia Federal, Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), Secretaria da Administração Penitenciária do Estado de São Paulo (SAP/SP) e Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP/SP), por meio da Polícia Militar e da Polícia Civil.
Passagem por Presidente Venceslau
A relação de Compri com o sistema prisional também aparece nos registros usados pelas forças de segurança para contextualizar sua atuação no crime organizado.
Na primeira metade da década passada, ele esteve custodiado na Penitenciária de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Segundo os registros, naquele período também utilizava o codinome “Bonitinho”.
Ainda de acordo com as informações policiais, durante a passagem pela unidade prisional, Compri manteve contato com Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como “Marcola” e apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC.

Plantão Guarujá