A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, declarou nesta sexta-feira (2) que a segunda descoberta de petróleo no poço Morpho reforça as expectativas pela abertura de uma nova fronteira exploratória na Foz do Amazonas.

Localizado em águas ultraprofundas a 175 quilômetros da costa do Amapá, o poço 1-BRSA-1405-APS possui uma lâmina d'água de 2.886 metros. O avanço nas operações anima a diretoria da companhia estatal.

Segundo Chambriard, embora ainda não haja garantia de viabilidade comercial, os indícios apontam positivamente. A expectativa é que a região ajude a mitigar o déficit de produção nacional nos próximos anos.

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Um levantamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) aponta que o volume recuperável na bacia pode alcançar 10 bilhões de barris de óleo equivalente. A primeira ocorrência no poço Morpho havia sido registrada em agosto.

Durante coletiva, a executiva exibiu uma amostra de óleo considerada de excelente qualidade e baixa viscosidade. Informações exatas sobre o grau API permanecem sob sigilo regulatório.

Próximas etapas

A autorização para perfuração foi emitida pelo Ibama em outubro de 2025. Os testes no poço Morpho seguem até o final do mês, quando a sonda será direcionada para a Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte.

As atividades na Foz do Amazonas devem retomar no primeiro trimestre de 2027 com novos poços de delimitação para aferir o volume total das jazidas.

Impactos ambientais

Em paralelo ao avanço técnico, o Ministério Público Federal (MPF) solicitou na Justiça a suspensão da licença ambiental concedida pelo Ibama.

A ação no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) aponta riscos operacionais e a ausência de consulta prévia a comunidades indígenas, quilombolas e pescadores locais.

FONTE/CRÉDITOS: Rafael Cardoso - Repórter da Agência Brasil