A Agência Lupa divulgou um levantamento inédito mostrando que 87,3% dos materiais virais sobre desinformação em saúde checados entre 2017 e este ano eram falsos. O estudo Raio-X da Desinformação em Saúde avaliou centenas de publicações com o apoio da Afya.

Durante o período analisado, a média foi de quase 72 inverdades disseminadas anualmente na internet. O ápice ocorreu nos anos de 2020 e 2021, quando o volume de checagens disparou devido à crise sanitária mundial.

Segundo Cristina Tardáguila, fundadora da Lupa, o principal obstáculo é o uso indevido da reputação de médicos e pesquisadores para conferir falsa legitimidade aos dados.

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Estratégias e principais temas

As táticas mais comuns envolvem a falsidade ideológica médica, o apelo ao medo e a distorção de pesquisas científicas. A covid-19 liderou os temas, seguida por curas milagrosas e nutrição.

O WhatsApp concentrou mais de 70% das checagens que apontaram mentiras, seguido por Facebook e Instagram. Contudo, a Lupa pondera que o canal de denúncias no aplicativo pode influenciar esse resultado.

FONTE/CRÉDITOS: Pedro Rafael Vilela - Repórter da Agência Brasil