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A vacinação de gestantes contra vírus respiratórios enfrenta barreiras preocupantes no Brasil, onde a resistência aos imunizantes da covid-19 e da influenza coloca a saúde de mães e bebês em risco direto, segundo especialistas.
Moradora da capital fluminense, Nataly Saldanha cumpriu todas as etapas do pré-natal na rede pública e exibiu a carteira em dia. "Eu sempre tive o hábito de me vacinar. Caso tenha alguma doença circulando, eu estou imune e protejo minha bebê", explica.
Infelizmente, nem todas as grávidas alcançam o mesmo nível de proteção. Dados oficiais revelam que apenas 55% das gestantes se vacinaram contra a covid-19, enquanto a cobertura da gripe ficou em 63%, ficando distantes da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A hesitação tem gerado consequências trágicas nos últimos anos. De acordo com levantamentos oficiais, centenas de futuras mães desenvolveram síndrome respiratória aguda grave após contraírem influenza ou covid-19, resultando em dezenas de óbitos no país.
Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Flávia Bravo, o cenário é alimentado por mitos sobre a segurança dos compostos e pela desvalorização de certas enfermidades. A médica reforça que os produtos são seguros e fundamentais durante a gravidez.
Além disso, o calendário oficial no Sistema Único de Saúde abrange outras proteções essenciais, como hepatite B, dT, dTpa e VSR. Manter o acompanhamento médico regular é a principal ferramenta para garantir um parto seguro e o desenvolvimento saudável do recém-nascido.

Plantão Guarujá