Um sistema meteorológico que pode evoluir para um ciclone-bomba deve provocar temporais, ventos intensos, descargas elétricas e queda de granizo em parte do Brasil entre esta quinta-feira (6) e o próximo sábado (8). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o fenômeno poderá atingir principalmente o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e áreas da divisa entre São Paulo e Paraná.

Para os moradores do litoral de São Paulo, a previsão merece atenção, especialmente após a sequência de fortes ventos registrada na Baixada Santista na semana passada. Embora o maior impacto esteja previsto para os estados do Sul, o avanço do sistema pode influenciar as condições do tempo no sul do Estado de São Paulo, principalmente na faixa de divisa com o Paraná.

O que é um ciclone-bomba?

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O Inmet explica que há condições favoráveis para um processo chamado ciclogênese explosiva, também conhecido como bombogênese ou ciclone-bomba.

O fenômeno ocorre quando um centro de baixa pressão se intensifica muito rapidamente, registrando uma queda expressiva da pressão atmosférica em cerca de 24 horas. Esse processo faz com que o ciclone ganhe força de maneira acelerada, potencializando ventos e tempestades. A confirmação, porém, depende das medições feitas durante a evolução do sistema.

Como o fenômeno vai se formar?

De acordo com a previsão meteorológica, o sistema começa a se organizar na quinta-feira por meio de um cavado, uma região alongada de baixa pressão, sobre o norte da Argentina e o Paraguai.

Na sequência, essa área evolui para um centro de baixa pressão entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, dando origem ao ciclone extratropical. Caso a intensificação ocorra de forma suficientemente rápida, ele poderá ser classificado como ciclone-bomba.

Onde o tempo será mais severo?

As áreas com maior risco de temporais são:

- Todo o Rio Grande do Sul;
- Santa Catarina;
- Oeste e sul do Paraná;
- Sul de Mato Grosso do Sul;
- Região de divisa entre Paraná e São Paulo.

Nessas localidades são esperadas chuvas intensas, raios, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo.

Ventos podem passar de 100 km/h

Nas áreas continentais do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as rajadas podem alcançar aproximadamente 60 km/h.

Já sobre o Oceano Atlântico, onde ficará localizado o centro do ciclone, os ventos podem ultrapassar 100 km/h. Como o núcleo do sistema deverá permanecer afastado da costa, as rajadas mais intensas tendem a ocorrer sobre o mar, reduzindo os impactos diretos em áreas habitadas. A expectativa é que o sistema alcance seu pico de intensidade durante o sábado (8), deslocando-se posteriormente para o Atlântico Sul.

Frio intenso chega na sequência

Após a passagem do ciclone, uma massa de ar frio deve avançar sobre a Região Sul, provocando queda acentuada das temperaturas. O resfriamento também poderá ser sentido em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste, incluindo parte do estado de São Paulo.

Litoral de São Paulo deve acompanhar a evolução

Embora a Baixada Santista não esteja entre as regiões previstas para receber os impactos mais severos do ciclone, meteorologistas recomendam acompanhar a evolução das previsões nos próximos dias.

Na semana passada, ventos superiores a 100 km/h causaram estragos em cidades do litoral paulista, com queda de árvores, danos em estruturas e interrupções em serviços. A formação de um novo sistema de baixa pressão reforça a necessidade de atenção aos avisos meteorológicos emitidos pelos órgãos oficiais