Uma confusão em um evento geek virou caso de polícia em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo jogadores, um estabelecimento comercial não cumpriu a sua parte na organização e muitas pessoas ficaram sem poder jogar durante o evento.

Intitulado Pré-Release, o evento é para iniciantes e foi realizado na noite desta quinta-feira (3), na Arena Geek, no bairro Boqueirão. A data já havia causado desconforto entre os jogadores,

“Esse evento estava marcado para domingo (6), 20h, aí a lojista postou que o evento seria quinta-feira 20h, sem comunicar pelo canal oficial. Só quem, em tese, está no grupinho e Instagram dela viu. A gente está. Nós vimos e clicamos. O evento do dia 3 seria o evento do dia 6 para 64 pessoas. Vimos que tinha zero pessoas aplicadas no evento. Ainda assim a gente viu seis ingressos, compramos, e depois adquirimos mais quatro. Quando fomos nos informar, só tinham 12 inscritos. Então, tendo em vista que ela tinha 64 vagas garantidas pela distribuidora do jogo e subsidiadas, a gente foi para o evento”, disse a jogadora e lojista, Marcela Almeida.

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No entanto, ao chegarem no estabelecimento, Marcela e outras pessoas foram surpreendidas. “A inscrição custa R$ 250. Se tudo der errado você sai com 700, muita gente tem interesse em jogar. 40 pessoas quiseram ir jogar. Tem muita gente que eu não conheço. Fui até a polícia, falei que tínhamos 10 ingressos pagos e veio mais um monte de gente jogar. O evento estava flopado, mas veio um monte de gente. Ela disse que só ia liberar 16 vagas. Quando você marca evento para 64, você vai ter material e vai ter as cartas promocionais para 64 pessoas jogarem. Ela queria fazer para 16 e embolsar o restante do que seria dividido entre os outros jogadores”, comentou.

“Ao invés dela vender por R$ 250, ela teria no mínimo 700 por ingresso que ela não vendesse. Ela falou que ninguém ia jogar. Eu também sou advogada, daí sai do local, me acalmei e chamei a polícia”, acrescentou Marcela, que revelou ter ficado sabendo de uma situação parecida em outro evento promovido pelo mesmo local.

“Há um mês e meio, ela fez um evento fantasma também de uma carta promocional de 5 mil dólares, que resultou em mais de 30 denúncias contra ela. Muita gente veio jogar, ela disse que não tinha as cartas, que não ia fazer. Depois de um mês ela postou que teve o evento com seis pessoas, sendo no mundo inteiro lista de espera para jogar. Ela ficou com as cartas para ela. Não achei que ela ia ter coragem de fazer isso de novo, porque ia ter muita gente. Tinham muitos adolescentes com dinheiro, bastava ela fazer o evento, mas ela não quis”, finalizou.

O caso foi registrado no 7º Distrito Policial (DP) de Santos como estelionato.

Em posicionamento postado nas redes sociais, a loja Arena Geek afirmou que preza pelo respeito, organização e ambiente seguro para todos os jogadores e clientes. “Um grupo de pessoas esteve em nosso estabelecimento e causou uma altercação/tumulto no local, atitudes que foram comprometidas pelo comportamento do grupo no momento”, diz a nota.

“Ao analisarmos o ocorrido e o material divulgado contra o nosso espaço, identificamos que as pessoas envolvidas possuem vínculos diretos de parentesco e trabalho, conforme demonstrado publicamente em redes sociais e organizado em nosso mapa de relações”, complementou o posicionamento.