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Caminhoneiros autônomos de todo o país iniciaram uma mobilização nacional para pressionar o Senado a votar a Medida Provisória (MP) 1.343, considerada prioritária na categoria. Na Baixada Santista, o Sindicato dos Caminhoneiros Autônomos (Sindicam) orientou os filiados a não aceitarem fretes, pelo menos até quarta-feira (15).
Segundo o presidente do Sindicam Baixada Santista, Luciano Santos, a categoria aguarda desde o início do mês a votação da proposta no Senado. “A MP 1343 está tramitando no Senado para votação e o Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) não está querendo colocar em votação, atrapalhando a vida dos transportadores autônomos do Brasil. A MP é de suma importância para todos os caminhoneiros. Está desde o dia 1º para votar e até agora nada”, disse o sindicalista, em posicionamento.
Na Baixada Santista, está prevista uma mobilização no Viaduto Paulo Bonavides, na Alemoa, um dos principais corredores de acesso ao Porto de Santos. Até o momento, não houve paralisação nas rodovias, mas o sindicato mantém a orientação para que os caminhoneiros autônomos suspendam a aceitação de novos fretes
A MP 1.343 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em junho e agora depende da análise dos senadores. De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão, a categoria recebeu uma sinalização de que a votação ocorreria nesta terça-feira (14), mas ainda não houve confirmação.
Em nota, a Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que que as operações portuárias ocorrem sem anormalidades nesta segunda e também não há registro de impactos no trânsito das vias portuárias decorrentes do protesto. No início da manhã houve um bloqueio parcial no acesso ao Porto, por menos de uma hora, no qual os manifestantes permitiam a passagem quando solicitada.
O que prevê a MP?
Entre os principais pontos do texto estão o fortalecimento da fiscalização do piso mínimo do frete rodoviário e a criação de um piso salarial nacional para motoristas de longa distância.
Outro trecho da proposta prevê a anistia aos caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias após as eleições de 2022. O perdão das multas foi incluído durante a tramitação da matéria na comissão mista do Congresso e não fazia parte da versão original enviada pelo Governo Federal.

Plantão Guarujá