Mais de 200 funcionários do Hospital Guarujá, localizado no distrito de Vicente de Carvalho, foram demitidos após o término do contrato com a empresa responsável pela unidade. De acordo com uma das funcionárias, que preferiu não se identificar, o Instituto Nacional de Tecnologia e Saúde (INTS), encarregado pela gestão, rompeu o acordo com a Prefeitura.

Segundo ela, os trabalhadores demitidos aguardaram o pagamento, mas, ao chegar o quinto dia útil, ainda não haviam recebido nada.

“Conforme a legislação prevê, (seria) agora em março, no quinto dia útil, o que não ocorreu. E a gente começou a entrar em contato com o (departamento de) Recursos Humanos e pedir explicações. A única coisa que eles passam é que não há previsão de repasse”, explicou.

Apenas nesta segunda-feira (10), foi confirmado o pagamento dos colaboradores que foram demitidos. A funcionária, que atuava na unidade, destaca ainda que mais de 200 trabalhadores foram demitidos, restando apenas alguns, que estão no local há mais tempo, os quais o hospital possui uma dívida.

“Nem os funcionários que ficaram no hospital receberam salário. E o hospital já acumula vários processos trabalhistas por falta de pagamento”, concluiu

Posicionamento

A Prefeitura de Guarujá informou que, nesta segunda-feira (10), realizou o pagamento da parcela referente ao mês de janeiro, dentro do prazo legal. Além disso, a administração do Hospital Guarujá solicitou o descredenciamento do Sistema Único de Saúde (SUS), encerrando a parceria com a Prefeitura.

"Em relação às demissões, os colaboradores em questão não são ligados à municipalidade, sendo de responsabilidade do hospital", aponta a nota da Prefeitura.

A Tribuna não conseguiu contato com o Hospital Guarujá e o INTS para um posicionamento, em relação à demissão em massa e aos pagamentos atrasados.