A investigação concluiu que houve uma falsa comunicação de crime por parte de Rosinaldo Aleixo, de 45 anos.

Segundo a Polícia Civil, a partir do registro da localização da suposta vítima, a equipe responsável pela investigação do caso identificou diversas contradições nas declarações formuladas por Rosinaldo.

Todas as informações repassadas pelo caminhoneiro foram apuradas. Com a observação das imagens captadas pelo sistema de monitoramento, a logística de deslocamento perpetrada pelo homem, entre inúmeras outras providências de investigação policial encetadas, concluiu que Rosinaldo não foi roubado, sequestrado, ou ainda vítima de qualquer crime.

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Com o resultado da investigação, foi elaborado Termo Circunstanciado contra o caminhoneiro pela falsa comunicação de crime. O caso foi registrado no 1° Distrito Policial de Santos.

Versão do caminhoneiro

Rosinaldo disse ter sido sequestrado durante uma viagem a trabalho em Cubatão, na Baixada Santista. Ele teria ficado três dias em cativeiro, sendo libertado pelos criminosos em Santos, no litoral de São Paulo. Antes disso, a quadrilha teria esvaziado as contas bancárias dele.

A suposta vítima trabalhava para uma transportadora do Paraná e seus colegas de empresa estranharam a falta de contato por parte dele, dois dias após a sua chegada à Baixada Santista, para descarregar uma carga. Com isso, um representante da transportadora resolveu registrar um boletim de ocorrência, no dia 18 de maio.

Além do BO, a empresa também iniciou uma campanha nas redes sociais em busca de informações sobre Rosinaldo.

Dois dias após o registro da ocorrência, ele foi encontrado por policiais civis no Centro de Santos.

Em depoimento, o motorista relatou ter sido abordado por dois criminosos no dia 17 (domingo), após sair de um mercado que fica perto da empresa onde ele havia estacionado a carreta, em Cubatão.

Após ser rendido pelos suspeitos, o caminhoneiro contou ter sido encapuzado e levado para um cativeiro. Segundo ele, um comparsa aguardava os outros dois criminosos o levarem para esse local. No cativeiro, a vítima sofreu ameaças de morte e foi obrigada a entregar seus cartões bancários, com as senhas deles.

Os criminosos teriam retirado R$ 1,5 mil das contas do motorista de caminhão. Os documentos pessoais e o celular foram devolvidos.

A Reportagem tentou localizar a defesa de Rosinaldo, mas não obteve sucesso até a publicação desta reportagem. O espaço está aberto para a manifestação da equipe jurídica do caminhoneiro.