Espaço para comunicar erros nesta postagem
A Polícia Militar prendeu 295 pessoas envolvidas em casos de violência doméstica e familiar durante a Operação Lilás, realizada entre sexta-feira (7) e segunda-feira (10) em todo o estado de São Paulo. A mobilização foi realizada em alusão aos 20 anos da Lei Maria da Penha.
Durante a operação, os policiais cumpriram mandados judiciais, atenderam ocorrências em andamento e atuaram para retirar vítimas de situações de risco. Ao todo, foram registradas 269 prisões em flagrante e 26 capturas de procurados pela Justiça.
Entre os crimes que motivaram os flagrantes estão ameaça, agressão física, descumprimento de medidas protetivas e tentativas de feminicídio. A operação reuniu batalhões da capital, da região metropolitana e do interior paulista.
Na capital, policiais da Patrulha SP Mulher Segura realizaram 306 visitas a vítimas acompanhadas pela rede de proteção. Desse total, 237 foram feitas por telefone, com orientações e acompanhamento, enquanto 69 ocorreram presencialmente.
“A violência contra a mulher exige uma resposta firme, permanente e integrada das forças de segurança. Nosso compromisso é proteger as vítimas, agir rapidamente diante das denúncias e garantir que os agressores sejam responsabilizados”, disse o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Polícia atende tentativa de feminicídio e prende autor em flagrante
Entre as ocorrências atendidas durante a operação, a Polícia Militar registrou uma tentativa de feminicídio na madrugada de segunda (10), no bairro Jardim Luso, na zona sul de São Paulo. O suspeito foi preso em flagrante.
Segundo a corporação, o homem de 27 anos teria agredido a mulher, de 39, durante uma discussão e quebrado diversos objetos dentro da casa.
A vítima conseguiu fugir e se abrigou no apartamento de uma vizinha até a chegada dos policiais. Ela foi encaminhada ao pronto-socorro para atendimento médico e solicitou uma medida protetiva de urgência. O caso foi registrado no 98º Distrito Policial (Jardim Miriam).
Outras ocorrências também foram atendidas em diferentes regiões da capital e da Grande São Paulo. Em Suzano, um homem pulou o muro de uma residência e praticou violência psicológica contra uma mulher, segundo a PM. Ele foi preso.
Em Santo André, um homem foi detido por praticar violência psicológica contra a própria mãe. Ele também estaria praticando furtos de objetos na residência.
“Quero reforçar às mulheres que sofrem qualquer tipo de violência que elas não estão sozinhas. A Polícia Militar está preparada para acolher, proteger e agir diante de uma situação de risco. Não se calem diante da agressão. Romper o silêncio é um passo importante para interromper o ciclo de violência”, disse a comandante-geral da PM, coronel Glauce Anselmo Cavalli.
Patrulha acompanha vítimas
A Patrulha SP Mulher Segura começou a atuar em maio como estrutura da Polícia Militar voltada exclusivamente ao acompanhamento de mulheres em situação de violência. As equipes realizam visitas presenciais e contatos por telefone para verificar a situação das vítimas, prestar orientações e identificar eventual necessidade de nova intervenção policial.
A atuação é integrada a outros canais da rede de proteção, como a Cabine Lilás, que direciona chamadas de violência doméstica recebidas pelo 190 para policiais femininas, e o aplicativo SP Mulher Segura, onde é possível registrar boletim de ocorrência e acionar o botão do pânico.
A Operação Lilás ocorre em um período de aumento das prisões e apreensões em flagrante por violência doméstica e familiar no estado. Entre janeiro e junho deste ano, 10.924 autores foram detidos pelas forças de segurança, ante 8.692 no mesmo período de 2025, crescimento de 25,7%.
A rede especializada conta ainda com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, sendo 19 com funcionamento 24 horas, além de 235 Salas DDM 24 horas instaladas em plantões policiais de diferentes regiões do estado.

Plantão Guarujá