A Prefeitura de Guarujá, no litoral de São Paulo, iniciou a entrega de 86 sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças e adolescentes com diabetes atendidos pela Unidade de Saúde Docinhos, especializada no tratamento de diabetes e obesidade infantil.

Na quarta-feira (12), 10 pacientes receberam os dispositivos durante uma cerimônia realizada no Centro de Atividades Educacionais Comunitárias (Caec) Isabel Ortega. Outros 17 pacientes já utilizavam os sensores em caráter de teste, e, segundo a Prefeitura, todos apresentaram funcionamento adequado. A previsão é que os demais equipamentos sejam entregues às famílias até a próxima semana.

Fixado no braço do paciente, o sensor permite acompanhar continuamente os níveis de glicose, reduzindo a necessidade de testes por meio de furos no dedo ao longo do dia. As informações podem ser consultadas pelo paciente em um aplicativo de celular e acompanhadas remotamente pela equipe médica da unidade, por meio de um software específico.

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Durante a cerimônia, o prefeito de Guarujá, Farid Madi (Podemos), destacou o impacto da tecnologia na rotina das famílias.

“A rotina de furar o dedo diversas vezes todos os dias acabou. Agora, esse pequeno sensor veio para dar qualidade de vida para essas crianças, adolescentes e suas famílias. Isso é saúde, tecnologia e modernidade caminhando juntas”, afirmou.

Além da entrega, as famílias recebem orientações sobre o uso correto do equipamento e o acompanhamento dos níveis de glicose pelo aplicativo.

Tecnologia muda rotina das famílias

Os primeiros pacientes receberam os sensores acompanhados pelos pais ou responsáveis. Durante a cerimônia, familiares se emocionaram com a possibilidade de reduzir a quantidade de testes realizados diariamente.

Entre os beneficiados está Guilherme Amancio, de 11 anos. Para ele, o dispositivo deve deixar a rotina mais leve.

“Não vou mais precisar furar o dedo e meu dia a dia vai ficar melhor. Meu pai vai conseguir acompanhar tudo pelo celular em qualquer momento do dia”, disse.

O pai do menino, Nilson Roberto, afirmou que o equipamento representa um alívio para a família. Segundo ele, o custo dos sensores dificultava o acesso ao dispositivo.

“É uma coisa que eu sempre quis para ele, mas sempre foi muito caro. Estou realmente muito feliz. Vai ser um alívio para todos nós, pois vai acabar com essa rotina de furar três vezes ou mais os dedos”, comemorou.