O Ministério da Saúde deu início nesta semana ao processo de migração dos dados do SUS para uma infraestrutura de nuvem totalmente nacional. A estratégia, desenvolvida em cooperação com o Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), busca garantir maior soberania digital, proteção às informações dos cidadãos e aprimoramento dos serviços públicos de saúde em todo o território brasileiro.

A transição tecnológica abrange inicialmente o Cadastro Nacional de Usuários do SUS (CadSUS) e a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). Esta última é responsável pela interoperabilidade do sistema e gerencia um acervo com mais de 5 bilhões de registros de saúde da população.

Nuvem Soberana e proteção com a LGPD

Com a criação da chamada Nuvem Soberana do SUS, o Brasil passa a figurar entre as poucas nações do mundo a deter controle completo sobre os dados públicos do setor sanitário. Toda a gestão física e lógica do ambiente digital ficará restrita ao Serpro e ao Departamento de Informação e Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS).

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Dessa forma, as informações mantidas na plataforma serão submetidas exclusivamente às leis brasileiras, respeitando os parâmetros da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Para a população, a mudança se refletirá na continuidade operacional das plataformas digitais, com redução drástica dos riscos de indisponibilidade e maior integração federativa.

Segundo a pasta, o novo modelo fortalece a governança e amplia a sustentabilidade do SUS Digital, assegurando que o histórico de cuidados do paciente permaneça protegido sob gestão pública de longo prazo.

FONTE/CRÉDITOS: Paula Laboissière - Repórter da Agência Brasil