A Petrobras comunicou, por meio de nota oficial, que mantém o fornecimento integral de combustíveis ao mercado, com suas refinarias operando em sua capacidade máxima de produção.

Adicionalmente, a empresa destacou que tem expandido e adiantado as remessas às distribuidoras, superando em 15% os volumes originalmente estabelecidos para o começo do mês.

Essa declaração da Petrobras surge após a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) anunciar, nesta quinta-feira (19), que notificará a estatal. A ANP exigirá a oferta imediata dos volumes de combustíveis correspondentes aos leilões de diesel e gasolina de março, que haviam sido previamente cancelados.

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A Petrobras também informou que procederá à análise detalhada da decisão da ANP, a fim de compreender todas as suas nuances e possíveis desdobramentos.

Na mesma nota, a companhia assegurou: "A Petrobras sempre forneceu e continuará a fornecer todas as informações e esclarecimentos requisitados pela ANP, com a qual mantém um relacionamento de respeito e cooperação, cumprindo suas obrigações como empresa perante seu órgão regulador".

Suspensão

Na última quarta-feira (18), Magda Chambriard, presidente da Petrobras, explicou que o cancelamento do leilão de diesel e gasolina decorre da necessidade de reavaliar os níveis de estoque. O cenário de incertezas no mercado internacional de petróleo e seus derivados, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio, contribui para essa medida.

De acordo com a presidente, a suspensão do certame teve como principal justificativa a urgência em revisar a totalidade do estoque disponível.

Chambriard afirmou: "Nós adiantamos entre 10% e 15% de nossas entregas de combustíveis. Contudo, as atuais condições não nos permitem mais prosseguir com essa prática, sob o risco de prejudicar novamente a sociedade, a qual buscamos proteger das incertezas e da instabilidade do mercado global".

ANP

A ANP informou que, após a formalização da notificação, a Petrobras deverá fornecer informações detalhadas sobre as importações planejadas, os produtos a serem disponibilizados, os valores de compra e venda, as datas de chegada e a identificação das embarcações, além de outros dados que possam aprimorar a previsibilidade do setor.

A agência reguladora também salientou que, até o presente momento, não foram identificadas quaisquer restrições que comprometam a continuidade das operações ou a oferta de combustíveis no mercado nacional, levando em conta as fontes habituais de abastecimento do país e as operações de importação.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Brasil