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A Petrobras, através de sua presidente Magda Chambriard, divulgou recentemente um plano de investimentos de aproximadamente R$ 60 bilhões em Sergipe, com o objetivo de duplicar a contribuição da Região Nordeste na oferta de gás natural. A expectativa é que a participação regional salte dos atuais 16% para 31% até 2035, marcando um avanço significativo para o setor energético nacional.
Chambriard detalhou a jornalistas os empreendimentos que seriam formalmente apresentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante sua visita ao estado, reforçando o compromisso da estatal com o desenvolvimento regional.
Os pilares deste ambicioso projeto em Sergipe incluem a construção das modernas plataformas Sergipe Águas Profundas (Seap) 1 e 2, bem como a instalação de um gasoduto dedicado ao escoamento do gás natural produzido em alto-mar até o continente.
Estas plataformas representam uma inovação tecnológica no setor, conforme destacou a presidente da estatal, por incorporarem, individualmente, uma Unidade de Processamento de Gás Natural (UPGN) embarcada.
Chambriard enfatizou que essa característica inédita é crucial para a viabilidade de um empreendimento de tal magnitude, cujo valor é “inestimável para a produção de óleo e gás do Nordeste e para o país como um todo”.
A Petrobras projeta que cada plataforma terá uma capacidade de produção diária de aproximadamente 100 mil barris de petróleo. Em conjunto, elas gerarão 22 milhões de metros cúbicos de gás, com 18 milhões desse volume sendo transportados para a costa através do novo gasoduto.
A responsabilidade pela construção dessas duas unidades ficou a cargo da SBM Offshore. A previsão é que a produção de óleo comece em 2030, seguida pela exportação de gás a partir de 2031.
Segundo informações da Petrobras, as etapas de negociação foram concluídas, e os contratos estão em fase final de assinatura.
A SBM, vencedora do processo licitatório, será responsável pela operação das plataformas por um período de seis anos e meio, após o qual a propriedade será transferida para a Petrobras.
Reabertura da fábrica de fertilizantes nitrogenados
Durante a visita presidencial a Sergipe, também foi anunciada a reabertura da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen) em Laranjeiras. A unidade terá uma produção estimada de 7% dos fertilizantes nitrogenados consumidos pelo Brasil.
Somada à produção de outras fábricas localizadas em Mato Grosso do Sul, Paraná e Bahia, a capacidade nacional atingirá 35% da demanda brasileira por fertilizantes nitrogenados.
Em visita anterior à Fafen de Camaçari, na Bahia, o presidente Lula já havia destacado a alta dependência do país pela importação de fertilizantes.
Em seu discurso, Lula argumentou: “O Brasil é um país agrícola. O Brasil é o segundo maior produtor de alimentos. E o Brasil precisa de fertilizante. E o Brasil não pode ser importador de 90% do fertilizante que a nossa agricultura precisa. O Brasil precisa ser dono do seu nariz e produzir os fertilizantes.”
Um terceiro projeto relevante, mencionado por Chambriard, é o processo de descomissionamento de 26 plataformas situadas em águas rasas.
“Estas são plataformas que operam em uma região de produção marítima há mais de 50 anos e que estão chegando ao fim de seus ciclos de vida”, explicou ela, enfatizando que o descomissionamento reflete o compromisso da Petrobras com a sustentabilidade ambiental.
No total, a soma dos investimentos em todos os empreendimentos anunciados para o estado de Sergipe, segundo a Petrobras, superará R$ 72,5 bilhões, com a projeção de gerar 28 mil postos de trabalho diretos e indiretos.

Plantão Guarujá