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A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou recentemente, por meio do Boletim InfoGripe, que a incidência de casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal agente causador de bronquiolite em crianças de até 2 anos, está em declínio na maior parte do Brasil. No entanto, a situação ainda exige atenção redobrada em alguns estados, onde os níveis permanecem elevados.
A análise laboratorial por faixas etárias revela que a redução nas ocorrências da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças de até quatro anos é majoritariamente impulsionada pela diminuição das internações hospitalares atribuídas ao VSR em boa parte do território nacional.
Contudo, o alerta persiste em cinco unidades da Federação, que registram incidência de SRAG em patamares de alerta, risco ou alto risco, com uma tendência de crescimento a longo prazo. São eles: Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Para os demais grupos etários, a dinâmica é diferente. Entre jovens, adultos e idosos, a queda nos casos é predominantemente explicada pela diminuição das hospitalizações causadas pelo vírus influenza A. Já nas crianças com idade entre 5 e 14 anos, a redução dos casos graves se deve, em grande parte, à menor incidência de rinovírus.
O Boletim InfoGripe reforça a importância de manter as medidas de higiene respiratória. Isso inclui lavar as mãos frequentemente, cobrir o nariz e a boca ao tossir ou espirrar (preferencialmente com o braço ou um lenço descartável) e, se possível, isolar-se ao apresentar sintomas gripais. Caso o isolamento não seja viável, o uso de máscara é recomendado, além da fundamental atualização do calendário vacinal.
Cenário de incidência e mortalidade
A pesquisa da Fiocruz aponta que, ao longo das últimas oito semanas epidemiológicas, as médias semanais de incidência e mortalidade mantêm um padrão de maior impacto nos extremos das faixas etárias. A incidência de SRAG é mais elevada entre as crianças de até dois anos.
Por outro lado, a mortalidade por SRAG atinge mais intensamente a população com 65 anos ou mais. Nesses casos, a principal causa é o vírus influenza A, contra o qual existe vacina acessível pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Panorama epidemiológico atual
No ano corrente, já foram registrados 115.203 casos de SRAG. Deste total, 60.200 (52,3%) apresentaram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, enquanto 39.743 (34,5%) foram negativos. Adicionalmente, 8.218 (7,1%) casos ainda aguardam o resultado dos exames laboratoriais.
Entre os casos positivos para vírus respiratórios confirmados neste período, a distribuição é a seguinte: 20,8% correspondem à influenza A, 4,5% à influenza B, 40,2% ao vírus sincicial respiratório (VSR), 30,2% ao rinovírus e 4,5% ao Sars-CoV-2, causador da Covid-19.

Plantão Guarujá