Uma adolescente de 12 anos foi chamada de "macaca" na internet por um grupo de colegas de escola em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Ao g1, a mãe da vítima, Karen Migotto Cunha, afirmou que os estudantes também disseram que a menina tinha "cabelo de macaco" e "cabelo duro". A situação foi registrada como bullying junto à Polícia Civil.

O caso envolve alunos da Escola Municipal João Gonçalves, no bairro Aviação. De acordo com o boletim de ocorrência, os participantes do grupo enviaram ofensas humilhantes e discriminatórias à aluna do 7º ano. A família da menina teve acesso aos conteúdos e os apresentou às autoridades.

Em nota, a Secretaria de Educação (Seduc) de Praia Grande informou que repudia qualquer tipo de violência ou ação de bullying nas escolas municipais. A pasta acrescentou que realiza ações de conscientização dos estudantes para inibir novos casos e que averiguará a situação relatada pela família, adotando medidas disciplinares, se necessário.

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Karen descobriu as ofensas contra a filha no sábado (11), enquanto viajava a trabalho. Ela disse que acordou com diversas ligações e áudios da filha, que chorava ao relatar que os colegas haviam criado um grupo para ofendê-la.

"Fiquei tão perplexa... Não tinha entendido o que estava acontecendo", relatou a mãe.

A mulher disse que tentou intervir, enviando mensagens aos estudantes envolvidos e dizendo que registraria um boletim de ocorrência. Os alunos, porém, pegaram fotos dela e passaram a ofendê-la no mesmo grupo. "Foi horrível", desabafou.

Karen acrescentou que a filha já foi chamada de "feia" por um dos estudantes envolvidos, mas nunca havia sido ofendida dessa forma. Ainda de acordo com a mãe, a menina não tinha desentendimentos com os colegas.

Escola

Após o episódio, Karen procurou a direção da escola e pediu uma reunião para discutir medidas antes do retorno das aulas, o que, segundo ela, não ocorreu.

De acordo com a mãe, a unidade informou que, como o boletim de ocorrência havia sido registrado, o caso passaria a ser acompanhado pelos órgãos responsáveis.

Karen afirmou que não se sentiu acolhida pela escola e teme pelo fim das férias. "Minha preocupação é quando as aulas voltarem. Quem vai garantir a segurança da minha filha?", questionou ela.