A Receita Federal implementou, na tarde de segunda-feira (27), um novo sistema alfandegário voltado para passageiros de voos internacionais que chegam ao Brasil. A inovação permite a liberação automatizada das Declarações Eletrônicas de Bens de Viajantes (e-DBV) de baixo risco, visando agilizar o desembarque nos aeroportos e otimizar o fluxo sem comprometer as rotinas de fiscalização do órgão.

Como funciona a validação automática

Anteriormente, os passageiros que preenchiam a e-DBV para declarar mercadorias trazidas do exterior precisavam passar obrigatoriamente pelo atendimento presencial no setor de controle aduaneiro antes de liberarem suas bagagens.

Com a nova ferramenta, o software da administração tributária realiza uma triagem automatizada com base em critérios de gerenciamento de risco. Caso a operação seja classificada como de baixo risco, o registro da e-DBV ocorre de forma instantânea, permitindo que o viajante siga diretamente para a saída.

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Entretanto, os passageiros cujas declarações apresentem inconsistências ou exijam conferência detalhada continuarão sendo direcionados aos auditores-fiscais da Receita Federal.

Etapas do procedimento para o viajante

A rotina para o usuário permanece praticamente idêntica na etapa de preenchimento. O fluxo segue o seguinte passo a passo:

  • O passageiro preenche a e-DBV ao se enquadrar nas hipóteses obrigatórias de declaração;
  • O documento é transmitido eletronicamente para a base de dados do órgão;
  • O sistema analisa o perfil e os dados informados via gestão de risco;
  • Sem alertas de risco, o registro é concluído automaticamente;
  • O viajante pode deixar o aeroporto sem necessidade de atendimento presencial.

Quando houver necessidade de verificação presencial, o próprio aplicativo informará que o passageiro deve se apresentar à fiscalização.

Regras de obrigatoriedade permanecem inalteradas

Vale destacar que as exigências legais para a apresentação da declaração continuam exatamente as mesmas. Passageiros que retornam com mercadorias acima da cota de isenção ou com bens sujeitos a controles específicos continuam obrigados a preencher a e-DBV.

A atualização tecnológica altera exclusivamente o processamento das informações enviadas, mantendo inalterados os limites de quantidade e cotas de isenção, inclusive para compras em free shops, disponíveis no portal da Receita Federal.

Manutenção do controle aduaneiro

A modernização não diminui a capacidade de controle aduaneiro do país. A Receita Federal preserva integralmente suas prerrogativas legais, como a seleção de passageiros, inspeção de bagagens, revisão de declarações e cobrança de tributos ou aplicação de sanções cabíveis.

O objetivo central do modelo é focar o trabalho dos servidores públicos nas operações com maior probabilidade de irregularidades, reduzindo filas nos terminais e garantindo um desembarque mais fluido e dinâmico aos passageiros.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil