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A recusa de famílias para a doação de órgãos após a morte encefálica é 17 pontos percentuais menor em Santos, no litoral de São Paulo, do que a média registrada no Brasil. Enquanto 42% dos familiares negam a autorização no país, o índice na cidade é de 25%, segundo dados apresentados durante o Fórum Setembro Verde.
O cenário coloca Santos em uma posição de destaque no processo de transplantes. Reconhecida pelo Governo de São Paulo como Cidade Amiga dos Transplantes, a cidade é apontada como a única do Brasil a manter um setor municipal próprio dedicado à captação de órgãos. Em outros municípios que possuem o serviço, a atividade fica vinculada aos hospitais.
Apesar do índice inferior à média nacional, profissionais que atuam na área defendem que a discussão sobre doação precisa começar antes de uma situação de morte. Para a enfermeira Edjane Borelli, coordenadora de Enfermagem da Organização de Procura de Órgãos (OPO), ainda existe falta de informação sobre o tema.
“Falta muito conhecimento. Essa conscientização é um trabalho de formiguinha, e as informações precisam ser mais compartilhadas”, afirmou.
Brasil tem mais de 71 mil pessoas à espera
O debate ocorre em meio a uma fila de 71.745 pessoas aguardando por um transplante no Brasil. Desse total, 26.541 estão em São Paulo.
A autorização da família é uma das etapas fundamentais para que a doação de órgãos de uma pessoa falecida seja realizada. Em casos de morte encefálica, os órgãos sólidos podem ser captados para transplante. Já quando a morte ocorre por parada cardiorrespiratória, eles perdem a viabilidade, mas alguns tecidos ainda podem ser aproveitados.
A chefe da Seção de Captação de Órgãos e Tecidos de Santos, Danielle Caliani, destacou que o trabalho de orientação e capacitação dos profissionais ocorre durante todo o ano.
“Estamos atualizando e sensibilizando nossos profissionais, trazendo não só a teoria, mas a prática e a contextualização”, afirmou.
O Fórum Setembro Verde reuniu profissionais da área para discutir aspectos técnicos, éticos e de segurança no processo de doação de órgãos e tecidos. Entre os participantes estava o médico da Central Estadual de Transplantes Arnaldo Sala, que defendeu o acompanhamento dos índices de recusa e das possíveis contraindicações para identificar pontos que possam tornar o processo mais ágil e eficiente.
Programação do Setembro Verde
Terça-feira (15)
9h – Capacitação da equipe de Doação de Órgãos e Tecidos de Cubatão
14h – Sensibilização da Guarda Municipal Local: Unisanta (Rua Oswaldo Cruz, 277)
Quarta-feira (16)
9h e 20h – Fluxo de Córneas Local: UPA Zona Leste (Praça Visconde de Ouro Preto, 5111) Orientação à equipe sobre identificação, comunicação e encaminhamento de potenciais doadores de córneas, com alinhamento do fluxo junto à Secapt.
Quinta-feira (17)
14h e 20h – Sensibilização dos funcionários Local: Complexo Hospitalar dos Estivadores (Avenida Conselheiro Nébias, 401)
Sexta-feira (18)
14h e 20h – Sensibilização dos funcionários Local: Complexo Hospitalar dos Estivadores (Avenida Conselheiro Nébias, 401)
Terça-feira (22)
8h30 e 19h30 – Sensibilização Local: Unisanta (Rua Oswaldo Cruz, 277) A ação busca conscientizar a comunidade acadêmica sobre a importância da doação e estimular o diálogo sobre a manifestação da vontade de ser doador.
Quarta-feira (23)
10h – Saúde nos Portos Ação de educação e sensibilização sobre doação de órgãos e tecidos. 14h – Sensibilização da Guarda Municipal Local: Unisanta (Rua Oswaldo Cruz, 277)
Quinta-feira (24)
10h – Saúde nos Portos Ação de educação e sensibilização sobre doação de órgãos e tecidos.
Sábado (26)
10h às 14h – Caminhada Setembro Verde Local de partida: Praça do Aquário (Avenida Bartolomeu de Gusmão, s/nº) Mobilização da população em favor da doação de órgãos e tecidos, com estímulo ao diálogo sobre o tema.
Segunda-feira (28)
14h – Palestra de sensibilização Local: Casa da Mulher (Avenida Rangel Pestana, 150)
Terça-feira (29)
10h – Sensibilização Local: Ambulatório de Especialidades Nelson Teixeira (Rua Dr. Manuel Tourinho, 395).

Plantão Guarujá