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A Sabesp anunciou, nesta terça-feira (4), um pacote de investimentos de R$ 3,6 bilhões para ampliar a segurança hídrica em Guarujá, no litoral de São Paulo, e reduzir os problemas históricos de abastecimento de água no município. As obras, previstas para serem executadas entre 2026 e 2029, incluem a ampliação da capacidade de reservação, reforço da rede de distribuição e modernização da infraestrutura de abastecimento.
Segundo a companhia, parte das intervenções já foi concluída. Entre elas está a implantação de uma nova adutora que leva água do Reservatório R1 aos bairros Jardim Conceiçãozinha e Sítio Conceiçãozinha, em Vicente de Carvalho.Também foram instalados cerca de 20 km de redes de reforço nos bairros Jardim Boa Esperança e Pae Cará, além da entrega de uma adutora exclusiva para o bairro Tortuga.
O Reservatório Morrinhos, com capacidade para armazenar 10 milhões de litros de água tratada, também foi concluída. A estrutura beneficia aproximadamente 76 mil moradores dos bairros Morrinhos, Jardim Brasil, Ciro Alves, Vila Zilda e Vila Edna.
Ainda de acordo com a companhia, a travessia subaquática entre Santos e Guarujá está na fase final de execução e a previsão é de que a estrutura entre em funcionamento nas próximas semanas.
Prefeito aponta falha no planejamento
O prefeito de Guarujá, Farid Madi (Podemos), se reuniu nesta terça-feira (4) com o presidente da Sabesp, Carlos Augusto Leone Piani, e o diretor-presidente da Arsesp, Diego Allan Vieira Domingues, para discutir medidas diante da crise de abastecimento de água que afeta o município. Enquanto o encontro ocorria no Paço Municipal, moradores realizaram um protesto em frente à Prefeitura cobrando a normalização do serviço.
A reunião aconteceu após moradores do bairro Pae Cará, em Vicente de Carvalho, afirmarem que a região estava sem abastecimento de água durante o incêndio que matou a menina Alicia Mandu, de 3 anos, na noite deste domingo (2). A Sabesp, no entanto, negou problemas no abastecimento. Em nota, a companhia informou que não houve registros de falta de água na região e que seus sistemas operaram normalmente durante o período.
Como resultado da reunião, foi definida a criação de um comitê de crise formado por representantes da Prefeitura, Sabesp, Arsesp, Unidade Regional de Saneamento Básico 1 (Urae 1) Sudeste e Câmara Municipal.
Durante a reunião, Farid afirmou que o abastecimento de água sempre foi um desafio para o município, mas destacou que a estiagem intensificou os problemas enfrentados pela população. O prefeito também avaliou que a Sabesp poderia ter adotado medidas preventivas para reduzir os impactos causados pela escassez hídrica.

Plantão Guarujá