O plenário do Tribunal de Contas da União sugeriu nesta quarta-feira (23) que o Ministério de Minas e Energia e a Aneel examinem alternativas à caducidade da concessão da Enel São Paulo. O objetivo é evitar impactos negativos antes de qualquer decisão definitiva sobre a extinção do contrato.

A determinação foi relatada pelo ministro Augusto Nardes. O texto pede que sejam avaliados os efeitos da medida para os consumidores e para o sistema elétrico.

A caducidade representa a sanção mais grave em uma concessão por falhas contratuais. Contudo, a palavra final sobre o tema caberá ao governo federal.

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Análise dos impactos

O TCU exigiu uma análise estruturada. O estudo deve prever custos de indenização, tarifas e riscos operacionais.

Segundo o tribunal, é preciso comprovar que a extinção trará vantagens reais ao consumidor.

Processo na Aneel

A diretoria da Aneel ainda precisa votar se recomenda a punição ao ministério.

A Enel nega falhas estruturais e questiona avaliações sobre tempestades recentes.

Histórico e prazo

O processo de caducidade seria inédito no setor elétrico nacional.

O TCU deu o prazo de 60 dias para a apresentação de um cronograma de transição.

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo – Repórter da Agência Brasil