O índice foi obtido pela Sabesp a partir de testes de fumaça e de corante realizados em cerca de 150 km de tubulações.

Ao todo, foram feitos quase 10.500 testes com corante e fumaça para rastrear interferências dentro das instalações prediais. O trabalho permitiu a regularização de mais de 4.800 ligações. As falhas foram localizadas em todos os nove municípios da região. Segundo a companhia, a destinação incorreta da água de chuva para a tubulação de esgoto provoca sobrecarga no sistema, sobretudo durante períodos de chuva intensa.

Nas vistorias, a Sabesp também identificou imóveis que lançam o esgoto nas redes de drenagem, outro problema comum e que impacta diretamente a balneabilidade das praias. Quando esse esgoto deixa de ir para o sistema de coleta e é jogado nas galerias pluviais, ele vai direto para as praias.

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Quando a rede coletora recebe volumes indevidos de água pluvial, o risco de retorno de esgoto para dentro de imóveis e o transbordamento nas ruas aumenta de forma significativa, prejudicando a população e comprometendo atividades econômicas ligadas ao turismo. As conexões devem ser eliminadas porque a água das chuvas precisa escoar por calhas, ralos, sarjetas e galerias pluviais, não pelo sistema destinado ao esgoto doméstico.