O engenheiro ambiental e mestrando Marcelo Rodrigues da Rocha, de 30 anos, morreu às 17h20 desta segunda-feira (26), após ser espancado e roubado na madrugada de sábado (24), em Santos, no litoral de São Paulo. A morte encefálica havia sido constatada no domingo (25), mas a confirmação da irreversibilidade do quadro dependia de exames médicos. O caso deve ser investigado pela Polícia Civil como latrocínio.

Marcelo estava internado inicialmente na Santa Casa de Santos, onde permaneceu em coma e intubado após ser encontrado desacordado nas proximidades do Sindicato dos Petroleiros do Litoral Paulista, na Avenida Conselheiro Nébias. No domingo, ele foi transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista.

Segundo informações da família, o resultado do exame que confirmou a irreversibilidade do quadro saiu por volta das 17h desta segunda-feira. O óbito foi registrado às 17h20.

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Vítima foi encontrada desacordada após sair de evento

Marcelo havia participado de uma apresentação da Banda Esquerdantina, realizada em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O evento começou na noite de sexta-feira (23) e terminou na manhã de sábado (24).

Por volta das 3h, o engenheiro se afastou dos amigos para ir ao banheiro e não retornou. Preocupados com a demora, os colegas começaram a procurá-lo e o encontraram desacordado na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a Rua Henrique Ablas.

Em entrevista anterior, o pai da vítima relatou que Marcelo foi socorrido por uma ambulância e encaminhado à Santa Casa de Santos, onde deu entrada em estado grave com traumatismo craniano. As circunstâncias da agressão e a dinâmica do crime ainda são investigadas.

Vídeo mostra agressões contra engenheiro

Imagens de câmeras de segurança mostram Marcelo sendo cercado por homens e agredido na calçada. Em outro registro, obtido pelo Santa Portal, a violência aparece durante uma transmissão ao vivo pelo TikTok.

Durante a live, é possível ouvir homens exigindo que Marcelo entregasse o celular e fazendo ameaças. “Só manda o telefone para eu não te matar”, diz uma das vozes. A vítima nega o pedido.

Um amigo relatou anteriormente, sob condição de anonimato, que Marcelo teria sido abordado por cinco homens, agredido e roubado. O celular e outros pertences teriam sido levados.

Segundo o Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6 (Deinter-6), a informação inicial sobre o roubo e as agressões foi fornecida pela mãe da vítima. O caso foi formalizado na tarde de sábado, após uma solicitação de averiguação feita à Polícia Militar.

Após a divulgação do caso, amigos, políticos e admiradores de grupos de K-pop, gênero musical apreciado por Marcelo, publicaram mensagens de solidariedade e pedidos de justiça.

A Banda Esquerdantina também se manifestou, cobrando a identificação e a responsabilização dos envolvidos. A possibilidade de motivação homofóbica ou política chegou a ser levantada nas manifestações, mas não havia confirmação oficial sobre a motivação do crime.