Uma operação da Polícia Civil apreendeu 1.677 porções de drogas, na tarde da última quinta-feira (2), em uma comunidade cravada em uma área de manguezal, no bairro Jardim Rio Branco, em São Vicente, no litoral de São Paulo.

Segundo informações da Polícia Civil, o trabalho da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Praia Grande permitiu que as equipes mapeassem detalhadamente a dinâmica dos criminosos na região. Durante as diligências, a polícia identificou o “olheiro” do bando: um homem de 30 anos que ficava posicionado estrategicamente na entrada da comunidade com a função de monitorar o perímetro e alertar os traficantes sobre a aproximação de viaturas.

Ao avançarem no terreno de difícil acesso, os investigadores localizaram um casebre que servia simultaneamente como depósito e centro de preparo das drogas. Ao notarem a chegada da polícia, dois suspeitos que estavam no local atiraram contra os agentes e fugiram em direção à mata fechada. Nenhum policial ficou ferido na ação.

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No interior do imóvel abandonado, os policiais encontraram uma grande quantidade de substâncias ilícitas prontas para a comercialização, além de insumos para o tráfico.

Ao todo foram apreendidos: 812 porções de cocaína, 865 porções de crack, três munições intactas de calibre 9mm, balança de precisão, materiais para embalagem de drogas e aparelhos celulares

Além do prejuízo financeiro causado ao crime organizado, a DIG recolheu provas cruciais para o desdobramento do caso. Entre os objetos apreendidos no casebre, estava um aparelho celular junto a um documento que levanta fortes indícios do envolvimento de uma mulher na estrutura da quadrilha.

De acordo com a Polícia Civil, todos os equipamentos eletrônicos recolhidos passarão por análise técnica e perícia forense. O objetivo é cruzar dados e extrair informações que ajudem a identificar os dois criminosos que fugiram, o paradeiro de comparsas e o funcionamento do escalão superior que domina o tráfico no Jardim Rio Branco.

Toda a droga apreendida durante a operação foi encaminhada para o Instituto de Criminalística (IC) para laudo pericial. O caso segue sob investigação sigilosa.