A menina, de 2 anos, que morreu após ser agredida pelo irmão, em Praia Grande, no litoral de São Paulo, foi atingida com golpes de martelo enquanto brincava com uma mangueira dentro de casa, segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28). O documento aponta que o ataque ocorreu na residência da família, na Vila São Jorge, e que o investigado ainda não havia sido localizado.

De acordo com o relato registrado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Praia Grande, a criança estava nas dependências da residência quando o irmão, de 21 anos, teria apresentado comportamento alterado e passado a golpeá-la com um martelo.

Segundo a Polícia Militar, a mãe teria se ausentado momentaneamente da residência, deixando os filhos no local. Ao retornar, foi informada de que um dos filhos, pessoa com deficiência intelectual, teria agredido a filha menor e fugido do local.

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Durante o atendimento, as equipes tomaram conhecimento de ocorrência relacionada, envolvendo o irmão apontado como possível autor, que teria sido agredido e levado do local por um grupo de pessoas.

Os motivos da agressão ainda não foram esclarecidos. O próprio boletim aponta que as circunstâncias do ataque serão apuradas no decorrer da investigação.

A criança sofreu graves lesões e foi por socorrida por populares e encaminhada até a UPA Quietude. Apesar do atendimento médico, não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade. O caso foi registrado pela Polícia Civil como feminicídio e homicídio qualificado contra menor de 14 anos.

Investigado não foi localizado

Segundo o BO, o irmão da vítima não havia sido encontrado até a emissão do registro. A Polícia Civil informou que diligências estavam sendo realizadas para tentar localizá-lo.

O documento ressalta que as informações sobre a agressão foram obtidas preliminarmente durante o atendimento da ocorrência. A dinâmica apresentada ainda será investigada pela Polícia Civil.

A corporação requisitou perícia no imóvel onde o ataque teria ocorrido. Um perito criminal e um fotógrafo técnico-pericial foram acionados para os trabalhos no local, que também contou com a presença da autoridade policial.

Também foi solicitado exame necroscópico ao Instituto Médico Legal (IML), para a confirmação da causa da morte e apuração de outras circunstâncias relacionadas ao caso.

A mãe da menina não prestou depoimento no momento do registro. Conforme o boletim, ela estava sob forte abalo psicológico e foi encaminhada ao Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).

Ocorrência foi apresentada pela GCM

A Guarda Civil Municipal foi acionada pela equipe da UPA Quietude após a entrada da criança na unidade com sinais de agressão.

Conforme informado anteriormente pela Prefeitura de Praia Grande, a menina foi levada ao pronto-socorro por familiares e vizinhos e recebeu atendimento médico, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos.

A ocorrência foi apresentada pela GCM na Delegacia de Defesa da Mulher, que adotou as medidas de Polícia Judiciária.

Até o fechamento desta matéria, a Polícia Civil continuava as diligências para esclarecer a dinâmica e a motivação do ataque, além de localizar o investigado.