Morreu na noite de domingo (30), em decorrência de meningite, o professor e historiador santista Francisco Vazquez Carballa. Por décadas, ele se dedicou a pesquisas sobre a história de Santos, com destaque para registros sobre a religião e a educação pública na Cidade.

Carballa, que completaria 64 anos na quinta-feira (3), estava internado desde 10 de agosto. Ele terá seu corpo cremado nesta segunda-feira (31) na Osan, em São Vicente. Não houve velório: apenas uma oração, pela manhã. Ele era solteiro e não tinha filhos.

A coordenadora dos Cemitérios da Prefeitura de Santos, Elen Miranda, contou que ele havia acabado de se aposentar — Franisco Carballa foi professor de Ensino Médio na rede estadual.

Elen descreveu que o historiador ajudou na preservação da memória dos cemitérios municipais. Em 20 de junho, participou da sexta edição do projeto Luz e Sombra, no qual a Prefeitura busca expor esses espaços como museus a céu aberto.

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Maior lenda

Na ocasião, Carballa tratou de uma lenda que é considerada a maior de Santos: a do fantasma do Paquetá, sobre a qual pintou um quadro em exposição no cemitério. Refere-se a uma jovem beata que se relacionou com um religioso e, dessa união, nasceu uma criança que, pouco depois, morreu.

Historiador pintou um quadro para retratar lenda do fantasma do Paquetá (Reprodução)
Historiador pintou um quadro para retratar lenda do fantasma do Paquetá (Reprodução)

O bebê foi enterrado no Paquetá e, todas as noites, a mulher visitava o jazigo com roupas de luto. Pouco após, ela também faleceu, e moradores das proximidades afirmavam vê-la mesmo assim — daí a lenda do fantasma.