Jaqueline estava grávida de cinco meses quando foi encontrada morta no imóvel que dividia com o companheiro, que foi encontrado enforcado. De acordo com a delegada Lyvia Cristina Bonella, da Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande (DDM), o casal já não era visto há alguns dias antes de serem localizados sem vida.

“Por testemunhas, ficamos sabendo que eles tinham brigado e que João já tinha sido chamado atenção pelo crime organizado. Tudo leva a crer, já que eles tinham histórico de brigas constantes, que tenha sido um feminicídio seguido de suicídio”, disse a titular da DDM.

O crime

Os corpos foram localizados na noite de quinta-feira (6) em uma residência na Rua Rocha Pombo após um vizinho perceber um forte odor vindo do imóvel e decidir entrar no local para verificar a situação.

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O homem foi encontrado enforcado, enquanto a mulher estava no chão, debaixo de um cobertor, ao lado da cama. Ambos já estavam em avançado estado de decomposição, e o óbito foi constatado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio e encontro de cadáver no 3º Distrito Policial de Praia Grande. No entanto, segundo a delegada Lyvia Bonella, responsável pelo caso, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) passou a considerar a hipótese de feminicídio, após ouvir moradores da região e pessoas próximas ao casal.

A polícia tomou conhecimento de que os dois teriam discutido no último dia 28, ocasião em que o homem teria agredido fisicamente Jaqueline. Ainda conforme relatos reunidos pela investigação, o casal teria sido interpelado por integrantes do crime organizado na região após a briga.

Na ocasião, o homem teria alegado que perdeu o controle ao afirmar que a mulher estaria grávida de outra pessoa. Depois desse episódio, nenhum dos dois foi mais visto.