A Prefeitura de Guarujá realiza, na próxima quarta-feira (23), às 19 horas, no Teatro Municipal Procópio Ferreira (Avenida Dom Pedro I, 350 – Jardim Tejereba), a 10ª edição da Honraria Medalha Tereza de Benguela. Promovida pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (Sedhuci), a iniciativa reconhece mulheres do Município que se destacam por sua atuação em prol da igualdade, da justiça e da valorização da cultura afro-brasileira.

 

A cerimônia integra as comemorações do Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra, celebrado em 25 de julho e instituído pela Lei Federal nº 12.987/2014.

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As homenageadas desta 10ª edição da Medalha Tereza de Benguela são: Waldenira Câmara de Almeida, Simone dos Santos da Costa, Cláudia Leite Assis da Conceição, Maria Angelica Rolim dos Santos, Alessandra Santos Monteiro, Drieli Cristina Gomes Bezerra, Ana Paula Oliva, Esmeralda Cirillo da Silva, Rosangela Simões de Oliveira e Haifa Madi.

 

Sobre Tereza de Benguela

Embora seu local exato de nascimento seja incerto, Tereza de Benguela marcou a história ao liderar, por cerca de duas décadas, uma comunidade formada por pessoas negras e indígenas às margens do Rio Guaporé, na então Capitania de Mato Grosso.

 

Após a morte de José Piolho, líder do Quilombo do Piolho, também conhecido como Quilombo do Quariterê, Tereza assumiu o comando da comunidade no início da década de 1750. Sob sua liderança, o quilombo fortaleceu sua organização política, econômica e social, tornando-se um símbolo de resistência às investidas coloniais.

 

O Quilombo do Quariterê destacava-se pela estrutura administrativa. Tereza implantou um sistema de parlamento, no qual representantes se reuniam semanalmente para deliberar sobre os rumos da comunidade. Além da administração, ela coordenava a produção, a defesa e a organização política do território.

 

A resistência do Quilombo do Piolho perdurou até 1770, quando a comunidade foi destruída pelas forças coloniais. Seus integrantes foram mortos ou aprisionados, e os sobreviventes sofreram punições e humilhações públicas.

Mesmo após a destruição do quilombo, o legado de Tereza de Benguela permanece vivo como símbolo da resistência do povo negro, da luta por liberdade, justiça e igualdade, inspirando gerações e reafirmando o protagonismo das mulheres negras na história do Brasil.