Também foi preso José Erasmo Felix Mouzinho, de 52 anos, apontado pelas investigações como responsável por auxiliar financeiramente a mulher. Ambos são investigados por envolvimento direto na morte da criança.

Após passarem por audiência de custódia, as prisões temporárias dos dois suspeitos foram mantidas pelo Judiciário. Eles permanecem detidos e à disposição da Justiça enquanto o inquérito policial é conduzido.

Laudo do IML aponta múltiplas agressões e abuso

O caso foi registrado inicialmente na Central de Polícia Judiciária (CPJ) como morte suspeita. No entanto, o rumo das investigações mudou drasticamente após a conclusão preliminar dos exames necroscópicos realizados pelo Instituto Médico Legal (IML).

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O laudo do médico legista constatou que o bebê apresentava:

  • Múltiplas lesões traumáticas: Marcas de agressões físicas recentes e antigas espalhadas pelo corpo, evidenciando uma rotina contínua de maus-tratos;
  • Queimaduras: Lesões na pele compatíveis com queimaduras provocadas por bitucas de cigarro;
  • Violência sexual: Fortes indícios de abuso, com a constatação de lesões e dilatação na região anal, consideradas totalmente incompatíveis com qualquer hipótese de natureza acidental.

Relembre o caso

Na terça-feira (26), Iarley levou o filho nos braços até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Rodoviária, no Guarujá. A criança deu entrada no equipamento de saúde já em parada cardiorrespiratória. Os profissionais de plantão realizaram manobras de reanimação por cerca de 35 minutos, mas o bebê não resistiu.

Durante os procedimentos de emergência, a própria equipe médica do hospital identificou os hematomas, cortes e queimaduras nas axilas do menino, acionando imediatamente as autoridades policiais.

Versões contraditórias e ambiente insalubre

Em depoimento na delegacia, a mãe apresentou versões consideradas eivadas de contradições pelos investigadores. José Mouzinho também foi ouvido. Ambos negaram qualquer envolvimento em agressões contra o menor ou ciência sobre os abusos.

Testemunhas que conviviam com a família relataram à Polícia Civil que a criança vivia em condições precárias de moradia, em um ambiente insalubre, e apontaram suspeita de uso de entorpecentes por parte da genitora.

Segundo consta no boletim de ocorrência, Noah já havia sido internado há cerca de dois meses com um quadro clínico de princípio de infarto, que na ocasião havia sido justificado à equipe médica como suposta consequência de obesidade infantil, versão que agora também passa a ser checada pela linha de investigação.