A polícia de São Paulo identificou o segundo suspeito da execução do delegado-geral da Polícia Civil Ruy Ferraz Fontes, segundo o secretário da Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite.

Ruy foi morto na segunda-feira (15), em Praia Grande, no litoral paulista. Assim como no caso do primeiro suspeito identificado, a polícia vai pedir a prisão temporária dele.

"Já identificamos um segundo individuo que participou do assassinato do dr Ruy Ferraz Fontes, após um trabalho de perícia no local. Vamos solicitar a prisão temporária dos dois já identificados. Seguimos com todas as polícias empenhadas nesse caso, para que os culpados sejam punidos", disse em post nas redes sociais.

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Segundo o secretário, os criminosos não conseguiram atear fogo em um segundo veículo utilizado no crime, um Renegade, e a Polícia Técnico-Científica conseguiu coletar material para identificação dos envolvidos.

Mais cedo, no velório do corpo do delegado Ruy, Derrite afirmou que o primeiro suspeito identificado já foi preso ao menos quatro vezes, sendo duas por tráfico de drogas e duas por roubo. Durante a adolescência, ele também foi apreendido. A identidade dele não foi divulgada.

"Todos que participaram desse atentado terrorista, porque é isso que aconteceu contra o doutor Ruy, serão punidos severamente por isso", afirmou o secretário.

Ele ainda destacou a agilidade da investigação: “Quero registrar publicamente a confiança que nós temos nas instituições do estado de São Paulo, em especial no trabalho investigativo da Polícia Civil, que em poucas horas já conseguiu identificar um dos indivíduos envolvidos nesse crime bárbaro. Assim que soubermos exatamente qual foi a participação dele, vamos relatar para vocês”.

Há pelo menos duas linhas de investigação sobre a morte do delegado Ruy.

  • Vingança em razão da atuação histórica de Ruy Fontes contra os chefes do PCC
  • Reação de criminosos contrariados pela atuação dele à frente de Secretaria de Administração da Prefeitura de Praia Grande.