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Um jovem de 25 anos foi preso em uma ação conjunta entre as Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e São Paulo, por meio de equipes locais em Guarujá. A investigação aponta que o homem utilizava plataformas populares de jogos eletrônicos e redes de conversação, como Roblox e Discord, para aliciar menores em diversas regiões do país. A estimativa das autoridades policiais é de que o total de vítimas possa ultrapassar a marca de 100 casos, abrangendo crianças e adolescentes com idades entre 6 e 14 anos.
A apuração começou após uma denúncia registrada por pais de uma criança de 7 anos na 26ª Delegacia de Polícia, situada em Samambaia Norte, no Distrito Federal. A partir desse relato, a polícia rastreou as conexões digitais até localizar os endereços do investigado no litoral paulista.
Segundo o delegado Leonardo Miranda, da PCDF, a resposta rápida foi determinante para a captura.
“A partir de uma investigação qualificada, conseguimos identificar esse indivíduo e cumprir o mandado de prisão preventiva e de busca e apreensão em três endereços ligados ao alvo, na cidade de Guarujá, na Baixada Santista.”
Roblox, Discord e chantagem emocional
As diligências revelaram que o suspeito operava na internet sob a alcunha de “ralseidarker”, mantendo perfis ativos principalmente no jogo Roblox e no aplicativo de bate-papo Discord. Para conquistar a simpatia e a proximidade das vítimas, ele fingia ter a mesma idade das crianças.
Após estabelecer laços de confiança e amizade nos bate-papos dos jogos, o investigado convencia os menores a migrarem para outros aplicativos com suporte a chamadas de vídeo. Nesse estágio, utilizava manipulação e apelos emocionais baseados no vínculo já criado para coagir as crianças a enviarem imagens e vídeos de conotação sexual explícita, havendo registros de solicitações para que envolvessem também outras crianças nos atos.
Com a autorização judicial concedida durante a operação, os agentes examinaram preliminarmente os celulares e computadores recolhidos nos imóveis do acusado, confirmando a existência de vasto material com registros de exploração sexual infantojuvenil armazenado nos aparelhos.
Continuidade da Operação Ralseidarker
O homem foi conduzido à prisão e poderá responder criminalmente por:
- Estupro de vulnerável praticado em ambiente virtual;
- Aliciamento de criança ou adolescente para fins sexuais;
- Armazenamento e posse de material pornográfico infantojuvenil, além de eventuais novas tipificações que surgirem na conclusão do inquérito.
Somadas, as penas máximas previstas em lei para as condutas apuradas podem alcançar até 29 anos de reclusão.
Todos os discos rígidos, celulares e mídias digitais apreendidos no Guarujá foram encaminhados para perícia técnica aprofundada. O objetivo da chamada Operação Ralseidarker agora é cruzar dados digitais, identificar outras vítimas espalhadas pelos estados brasileiros e verificar se houve compartilhamento ou comercialização do material ilícito na internet.

Plantão Guarujá