Espaço para comunicar erros nesta postagem
Em meio à crise de abastecimento que afeta moradores de diversos bairros e após dias de cobranças da população, o prefeito de Guarujá, Farid Madi (Podemos), reuniu nesta terça-feira (4) o presidente da Sabesp, Carlos Augusto Leone Piani, e o presidente da Arsesp, Diego Allan Vieira Domingues, para cobrar soluções imediatas para a falta d’água na cidade. Durante a reunião, a população local protestou em frente ao prédio da Prefeitura.
Ao fim do encontro, foi anunciada a criação de um comitê de crise, com membros da Prefeitura, Sabesp, Arsesp, Unidade Regional de Saneamento Básico 1 (Urae 1) Sudeste e Câmara de Vereadores, para coordenar ações emergenciais, como o reforço no envio de caminhões-pipa, enquanto a companhia conclui a obra de interligação entre Cubatão e Vicente de Carvalho, prevista para ser entregue em cerca de 40 dias.
Farid afirmou que a crise no abastecimento é um problema histórico do município, mas reconheceu que a estiagem agravou a situação. Segundo o prefeito, faltou planejamento da Sabesp para minimizar os impactos da redução no volume de água.
“Nós sabemos a angústia dos moradores. A falta de água é terrível. Há pouco tempo a Sabesp foi privatizada e nós finalmente conseguimos enxergar soluções viáveis e definitivas para esse problema. A Sabesp reconhece essa falha [de planejamento contra a estiagem] e, agora, junto com a Prefeitura, vamos criar um comitê de crise para buscar soluções enquanto a obra da travessia não é concluída”, afirmou.
A reunião aconteceu após moradores do bairro Pae Cará, em Vicente de Carvalho, afirmarem que a região estava sem abastecimento de água durante o incêndio que matou a menina Alicia Mandu, de 3 anos, na noite deste domingo (2). A Sabesp, no entanto, negou problemas no abastecimento. Em nota, a companhia informou que não houve registros de falta de água na região e que seus sistemas operaram normalmente durante o período.
O presidente da Sabesp também reconheceu os transtornos enfrentados pela população e disse que a companhia reforçará o atendimento emergencial.
“Sabemos que isso traz transtornos para as famílias, para o comércio e para os serviços públicos. Vamos criar um comitê de crise para gerenciar caminhões-pipa, reforçar os canais de comunicação e adotar alternativas para atender as áreas mais afetadas”, declarou Piani.
Travessia subaquática
A obra de interligação entre Cubatão e Vicente de Carvalho deve ser concluída em aproximadamente 40 dias. A intervenção acrescentará 500 litros de água por segundo ao sistema de abastecimento da região, volume que, de acordo com a Sabesp, será suficiente para normalizar o fornecimento.
Segundo Piani, o atraso se deve a problemas geológicos encontrados pelos técnicos da empres. A travessia terá 5,56 km de extensão, com 700 metros de tubos submersos para trazer água produzida na Estação de Tratamento de Água (ETA), por meio de uma tubulação sob o canal do Porto de Santos. A obra, com investimento de R$ 134,7 milhões, beneficiará mais de 450 mil pessoas.
Já o presidente da Arsesp informou que a agência irá intensificar a fiscalização das obras e acompanhar de forma mais rigorosa as ações da concessionária para acelerar a regularização do abastecimento. “Já faz parte da nossa rotina, mas vamos intensificar”.

Plantão Guarujá