Posteriormente, dois deles ofereceram R$ 100 mil a um delegado para não serem autuados em flagrante.

Devido às irregularidades no Fastback, Moacyr dos Santos Alves, de 32 anos, Wesley Pereira dos Santos Silva, de 34, e Kauan Simões Fernandes, de 21, foram autuados por receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Moacyr e Wesley também foram enquadrados no crime de corrupção ativa, porque ofereceram R$ 60 mil e R$ 40 mil, respectivamente, ao delegado Rogério Nunes Pezzuol, que estava de plantão da Delegacia de São Vicente.

De acordo com integrantes do 2º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (Baep), eles receberam o alerta de que o Fastback havia sido utilizado por uma quadrilha para roubar uma carga, mediante o sequestro do motorista que a transportava. Esse crime ocorreu na madrugada de sexta-feira (23), na Rua Pereira Barreto, no Gonzaga. Conforme informações apuradas, os criminosos portavam até fuzil.

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À tarde, durante patrulhamento pela Cidade Náutica, a equipe do 2º Baep avistou o Fastback estacionado na Rua Alberto Sá de Souza Varella. Não havia ninguém no carro, que passou a ser monitorado à distância. Em determinado momento, um Renault Logan parou próximo e dele desembarcou um homem. Posteriormente identificado como Moacyr, ele entrou no automóvel que era vigiado.

Com a aproximação dos policiais, Moacyr saiu do Fastback e retornou rapidamente ao Logan, onde estavam Wesley e Kauan. Esses dois últimos homens, segundo os PMs, admitiram participação no roubo de carga e apontaram Moacyr como também envolvido nesse crime. Moacyr, por sua vez, se apresentou como dono do Fastback, alegando que o comprou há cinco meses em Mongaguá.

Porém, após a constatação de vestígios de adulteração na numeração do motor do Fastback, os PMs apuraram que ele é clonado, porque ostenta a placa de outro carro de modelo e cor idênticos. O verdadeiro veículo, inclusive, se encontrava na garagem da casa de seu legítimo proprietário, no município de Guarapuava (PR), conforme verificaram policiais militares daquele estado.

Diante do receio de fuga, porque a quadrilha que praticou o roubo de carga portava até fuzil, os policiais algemaram o trio detido na Cidade Náutica para conduzi-lo à Delegacia de São Vicente. A Polícia Civil dá sequência às investigações para prender os demais envolvidos no crime cometido em Santos, recuperar mercadorias e identificar eventuais receptadores.