Um tubarão-martelo encalhou na faixa de areia da praia de Ilha Comprida, no litoral de São Paulo, por volta do meio-dia de terça-feira (13). Pessoas que estavam no local registraram o ocorrido e devolveram o animal ao oceano.

O biólogo Ricardo Samelo, de 44 anos, identifica o tubarão como do gênero Sphyrna, conhecido popularmente como tubarão-martelo, grupo que aparece com frequência ao longo da costa brasileira.

Segundo Samelo, a presença de tubarões próximo à faixa de areia pode ocorrer, sobretudo no caso de animais menores, geralmente em deslocamento para alimentação. O biólogo ressalta, no entanto, que o encalhe não faz parte do comportamento esperado de animais saudáveis.

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"Nessas situações, normalmente o animal está doente ou passou por algum tipo de estresse físico”, afirma o especialista.

Redes de pesca podem ser o motivo

Entre as possíveis causas do encalhe, o biólogo aponta a interação com redes de pesca. Samelo explica que diversas espécies de tubarão precisam nadar continuamente para manter a circulação de água pelas brânquias, responsáveis pela captação de oxigênio. Quando essa movimentação é interrompida, o comprometimento físico do animal ocorre em pouco tempo.

Segundo o biólogo, nesses casos “às vezes o pescador ainda encontra o animal com vida e o libera”. Porém, Samelo explica que, “se o animal estiver muito debilitado, ele pode acabar morrendo mesmo quando solto ou encalhando ao se aproximar da praia”.

Após o encalhe registrado e publicado nas redes sociais, o tubarão foi devolvido ao mar pelos próprios banhistas e não houve novos registros do animal na região.

Em situações semelhantes, a orientação é que a população evite o contato direto e acione órgãos ambientais ou equipes especializadas, já que o encalhe pode indicar fragilidade e o manuseio inadequado pode, além de causar ferimentos, agravar o quadro já delicado do animal.