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O comércio varejista brasileiro registrou uma retração de 0,8% entre os meses de junho e julho. O recuo foi fortemente influenciado pelo efeito de compensação pós-Copa do Mundo. Com isso, o índice acumulado em 12 meses apresentou desaceleração, alcançando o patamar de 1,6%, conforme os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No que diz respeito à média móvel trimestral, métrica utilizada para suavizar oscilações de curto prazo, o indicador apontou uma variação negativa de 0,1%. O resultado geral coloca o setor 10,6% acima do patamar observado antes da pandemia de covid-19, em fevereiro de 2020.
De acordo com Cristiano Santos, analista responsável pela pesquisa, o volume de vendas do setor retornou a um patamar equivalente ao registrado em dezembro de 2025.
Comportamento dos setores
O levantamento detalha que cinco das oito atividades analisadas apresentaram queda na passagem de junho para julho.
Entre os principais recuos destacam-se móveis e eletrodomésticos com -4,9%, livros e papelaria com -4,2%, além de tecidos, vestuário e calçados com queda de 2,7%.
Por outro lado, alguns segmentos registraram alta no mesmo período. Artigos farmacêuticos e de perfumaria avançaram 0,6%, assim como equipamentos de informática e comunicação. Combustíveis e lubrificantes registraram alta de 0,3%.
Efeito Copa do Mundo
A retração em setores específicos está diretamente ligada à antecipação de compras motivada pelo torneio mundial de futebol. Itens como televisores e álbuns de figurinhas impulsionaram o consumo em meses anteriores, elevando a base de comparação estatística.
Segundo o analista Cristiano Santos, o consumidor concentrou suas aquisições previamente, gerando uma acomodação natural na demanda durante o mês de julho.
Atacado e conjuntura
No recorte do comércio varejista ampliado, que engloba também veículos, motos e materiais de construção, houve um crescimento de 0,4% de junho para julho, acumulando alta de 1,2% em 12 meses.
A Pesquisa Mensal de Comércio integra o grupo de indicadores conjunturais do IBGE. Recentemente, o instituto apontou estabilidade no setor de serviços e alta de 0,2% na produção industrial.

Plantão Guarujá