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A Fundação do Câncer lançou este mês, no Brasil, a 12ª edição do boletim Análises e Tendências em Câncer, alertando para a gravidade do melanoma extracutâneo. Esta neoplasia maligna se desenvolve fora da pele, podendo atingir olhos, mucosas e órgãos internos. O estudo destaca que, embora menos frequente, essa variação é extremamente agressiva e exige diagnóstico rápido para evitar a ocorrência de metástase.
Segundo o levantamento, o tumor ocular representa 75% dos casos diagnosticados fora da pele no país. Entre 1990 e 2021, os registros hospitalares somaram 1.324 ocorrências desse tipo de câncer. A maior parte dos casos afetou mulheres, totalizando 801 registros contra 523 em pacientes do sexo masculino.
A entidade alerta que o tumor nos olhos costuma ser assintomático em suas fases iniciais. Quando os sintomas aparecem, geralmente são inespecíficos, envolvendo visão embaçada, flashes de luz e manchas na visão. Por essa razão, exames de rotina com oftalmologistas são cruciais para a detecção precoce da doença.
Desafios no tratamento pelo SUS
O tratamento padrão oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS) consiste na remoção cirúrgica da lesão primária. Dados coletados entre 2014 e 2023 mostram que a cirurgia foi a principal abordagem terapêutica inicial em 84,7% dos casos no Brasil. A Região Sudeste liderou essas intervenções, enquanto o Norte registrou o menor índice.
Embora a imunoterapia com medicamentos inovadores tenha revolucionado o tratamento do melanoma metastático, o alto custo dessas drogas dificulta o acesso na rede pública. Especialistas apontam que a compra centralizada pelo Ministério da Saúde poderia reduzir os preços e democratizar o tratamento.
O estudo completo, que traz um panorama detalhado sobre a incidência e mortalidade da doença no país, pode ser consultado no site da Fundação do Câncer.

Plantão Guarujá