Na decisão, o juiz Alexandre Torres de Aguiar, da 1ª Vara Criminal de São Vicente, afirmou que há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. O magistrado destacou que imagens de monitoramento indicam que o acusado trafegava em velocidade incompatível com a via, apesar da defesa sustentar que ele dirigia normalmente e tentou evitar uma colisão com outro automóvel.

O juiz também considerou o laudo pericial que apontou excesso de velocidade e ressaltou que o motorista apresentava sinais de embriaguez. Conforme o teste do bafômetro anexado ao processo, o acusado registrou 0,82 miligrama de álcool por litro de ar alveolar, valor superior ao permitido por lei.

Thiago poderá responder em liberdade após ter o habeas corpus concedido pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio do ano passado.

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Relembre o caso

O cantor Adalto Mello, de 39 anos, morreu na madrugada de 29 de dezembro de 2024, por volta de 2h30, ao ser atropelado na Avenida Tupiniquins, no bairro Japuí, em São Vicente. O artista, que conduzia uma moto após realizar um show em Praia Grande, foi atingido pelo bancário Thiago Arruda Campos Rosas, que dirigia embriagado. O motorista foi preso em flagrante.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), o carro modelo I/Kia Sportage colidiu com a motocicleta de Adalto antes de atingir uma árvore. A Polícia Militar encontrou o veículo com as portas abertas e sinais de colisão, enquanto a moto estava caída no solo. O cantor de pagode foi atendido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros, mas não resistiu.