O anúncio foi feito pela secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística de São Paulo, Natália Resende.

A novidade é a criação de uma nova categoria do programa, a Social II, que abrangerá famílias que residem em favelas e em áreas urbanas informais. Essas pessoas terão 50% de desconto, aplicável ao consumo de até 15 metros cúbicos, por 24 meses contados da ligação.

O programa todo já entrou em vigor e é retroativo a junho. De acordo com o governo estadual, cerca de 748 mil novas famílias passam a contar com descontos, cerca de 2,2 milhões de pessoas.

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No total, incluindo famílias que já tinham acesso ao desconto antes da privatização da Sabesp, 1,7 milhão de famílias são beneficiadas com redução na tarifa, o que equivale a 5 milhões de pessoas contempladas pelos descontos, segundo o Governo de São Paulo.

Há outras duas categorias no programa. A Vulnerável concede 78% de desconto para famílias cadastradas no CadÚnico com renda per capita de até um quarto do salário mínimo.

Já a Social I prevê 72% de desconto para famílias com renda per capita de meio salário mínimo e cadastradas no CadÚnico. Também são elegíveis à categoria desempregados com o último salário de no máximo três salários mínimos, pessoas que moram em habitações sociais e famílias com renda per capita de até meio salário mínimo que tenham pessoa com deficiência ou pessoa idosa com 65 anos ou mais que recebem o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Ainda durante o evento, o diretor-presidente da Sabesp, Carlos Piani, disse que a empresa contratou uma companhia, a Rotas Rurais, para fazer um levantamento nas áreas rurais do estado, de forma a identificar regiões não urbanas que precisam de melhorias e ampliação do acesso a água e esgoto.

O censo rural foi contratado em abril deste ano, e o levantamento de campo será iniciado em agosto e será concluído em julho de 2026. A expectativa é que mais de 820 mil domicílios sejam mapeados, com uma média de 80 mil coletas por mês.

Piani reforçou a meta de universalização para 2029, com previsão de R$ 70 bilhões em investimentos no total.

A privatização da Sabesp teve início em fevereiro de 2023, a partir de um estudo de viabilidade conduzido pelo IFC (International Finance Corporation). O processo foi concluído em 23 de julho de 2024, em uma cerimônia realizada na B3 (a Bolsa de Valores de São Paulo).

Com a desestatização, o governo estadual levantou R$ 14,77 bilhões, já que a ação vendida pelo Estado foi precificada em R$ 67 tanto pelo acionista de referência quanto pelo mercado. O valor foi cerca de 20% inferior ao preço do papel da companhia à época.

Em uma oferta sem concorrência para a escolha do investidor estratégico, a Equatorial Energia arrematou 15% dos papéis da companhia de saneamento de São Paulo.