Jaqueline estava grávida de cerca de 20 semanas. Vizinhos relataram em depoimento que a vítima havia sido agredida após discussão por ciúmes dias antes do crime. O homem suspeitava que o filho era fruto de uma relação fora do relacionamento.

Os corpos foram localizados na noite de quinta-feira (6) em uma residência na Rua Rocha Pombo, no bairro Trevo, após um vizinho perceber um forte odor vindo do imóvel e decidir entrar no local para verificar a situação.

O homem foi encontrado enforcado, enquanto a mulher estava no chão, debaixo de um cobertor, ao lado da cama. Ambos já estavam em avançado estado de decomposição, e o óbito foi constatado por equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

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Inicialmente, a ocorrência foi registrada como suicídio e encontro de cadáver no 3º Distrito Policial de Praia Grande. No entanto, segundo a delegada Lyvia Bonella, responsável pelo caso, a Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) passou a considerar a hipótese de feminicídio, após ouvir moradores da região e pessoas próximas ao casal.

A polícia tomou conhecimento de que os dois teriam discutido no sábado (28), ocasião em que o homem teria agredido fisicamente Jaqueline. Ainda conforme relatos reunidos pela investigação, o casal teria sido interpelado por integrantes do crime organizado na região após a briga.

Na ocasião, o homem teria alegado que perdeu o controle ao afirmar que a mulher estaria grávida de outra pessoa. Depois desse episódio, nenhum dos dois foi mais visto.

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Moradores ouvidos pela polícia também relataram que a relação entre eles era marcada por discussões frequentes e episódios de ciúmes, o que reforçou a linha de investigação que considera a possibilidade de feminicídio seguido de suicídio.

A Polícia Civil aguarda agora os laudos do Instituto Médico Legal (IML), que devem apontar a causa da morte de Jaqueline e a data aproximada do crime.

Outro ponto que chama a atenção no caso é que Jaqueline nunca registrou boletim de ocorrência contra o companheiro por violência doméstica. No sistema policial, há apenas um registro feito pela família em 2022, comunicando o desaparecimento da mulher.

Segundo a investigação, familiares chegaram a encontrá-la posteriormente, mas não retornaram à delegacia para atualizar o registro, o que fez com que, formalmente, ela continuasse constando como desaparecida até o momento em que foi encontrada morta.