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A Justiça de São Paulo voltou a determinar que Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”, permaneça sob monitoramento eletrônico e cumpra recolhimento noturno após um impasse envolvendo seu passaporte. A investigada é ré em investigação que apura suposta lavagem de dinheiro ligada ao Primeiro Comando da Capital (PCC) na Baixada Santista.
A decisão inicial, assinada em 28 de julho pela juíza Paula Regina Schempf Cattan, da Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, havia revogado a tornozeleira eletrônica e a obrigação de permanecer em casa durante a noite e nos dias de folga.
No lugar das medidas, Karen deveria apenas cumprir a proibição de deixar o Estado de São Paulo sem autorização judicial, entregar o passaporte ao juízo e comparecer mensalmente em cartório para informar suas atividades.
Segundo a decisão, após a entrega do documento, a Justiça determinaria a retirada do equipamento de monitoramento eletrônico. O passaporte foi entregue em 29 de julho e ficou armazenado na unidade judicial, conforme certidão.
No entanto, no dia seguinte, a magistrada suspendeu os efeitos da decisão após o surgimento de uma pendência relacionada ao documento. A Justiça determinou o cancelamento do passaporte junto à Polícia Federal e estabeleceu que Karen permanecesse com a tornozeleira e o recolhimento noturno.
A defesa recebeu prazo de 48 horas para apresentar justificativas sobre o ocorrido. Em nova decisão, publicada em 31 de julho, a juíza determinou que a Polícia Civil informe se está na posse do passaporte apreendido durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, além de esclarecer a origem de um item descrito como “documentação de interesse do setor de investigação”.
A magistrada também aguarda resposta da Polícia Federal sobre ofício enviado para tratar do documento. A Reportagem não conseguiu contato com a defesa de Karen. O espaço segue aberto.
Japa do PCC é investigada
Karen é investigada por suspeita de lavagem de dinheiro para integrantes do PCC. Ela foi presa durante a Operação Escudo, após policiais encontrarem uma mala com cerca de R$ 1 milhão e US$ 50 mil em seu apartamento, no bairro do Tatuapé, em São Paulo.
A investigação aponta que, após a morte do marido, Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado como uma das lideranças da facção na Baixada Santista e assassinado em 2018, Karen e familiares teriam movimentado mais de R$ 35 milhões.
A defesa nega as acusações e afirma que a cliente vinha cumprindo todas as determinações judiciais, sem descumprimentos, além de questionar a duração das medidas cautelares impostas.
O espaço segue aberto para manifestação da defesa e do Ministério Público.

Plantão Guarujá