Uma equipe do Instituto Gremar foi chamada para fazer a remoção e avaliação dos corpos. No entanto, a avaliação da causa da morte está sendo conduzidas por biólogos da Unesp e do Instituto Mantas do Brasil.

Paula Romano, coordenadora do projeto Mantas do Brasil, falou sobre o episódio desta terça. Segundo a especialista, as raias morreram após terem ficado presas em redes de pesca.

“O Instituto Gremar mandou para a gente essa notificação. Foram mais de 100 indivíduos de Raia Ticonha. Elas geralmente aparecem em regiões estuarinas, andam em bando. Infelizmente elas se depararam com uma rede de arrasto, de um pescador que infelizmente não tem a consciência ambiental e não teve o discernimento de fazer a soltura delas. Elas acabaram sendo mortas, infelizmente foi uma rede mesmo que pegou”, disse Paula, em entrevista ao Santa Portal.

“Temos muitos pescadores de arrasto na região, mas eles tem a consciência de soltar e devolver para o mar. Mas esse pescador, especificamente, cometeu um crime ambiental terrível. Levou a óbito esse monte de animais que apareceram nas nossas praias”, acrescentou.

Paula destacou que essa espécie de raia é bastante comum no litoral brasileiro, porém está ameaçada de extinção. “É lamentável o que aconteceu, essa espécie está em extinção. Ela costuma aparecer no Atlântico, mas a gente fala que ela é endêmica aqui no Brasil. Esse é mais um ponto para a gente lamentar esse episódio”, concluiu.