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Para conter a rejeição indevida por operadoras de planos de saúde, entidades médicas brasileiras lançaram nesta semana um guia sobre a solicitação correta da mamografia digital. A diretriz busca assegurar que pacientes recebam a modalidade adequada de rastreamento do câncer de mama sem entraves burocráticos.
A iniciativa é assinada conjuntamente pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM). O objetivo principal é padronizar os pedidos médicos para evitar gargalos na rede privada.
Desde o dia 1º de outubro, novas determinações garantem a cobertura obrigatória do exame digital sem restrição de idade ou gênero. No entanto, diversos profissionais relataram que as operadoras utilizam imprecisões no preenchimento das prescrições para negar a realização do procedimento ou substituir pela versão convencional.
De acordo com o CBR, um pedido médico claro e detalhado mitiga falhas nas autorizações. Isso impede que a prescrição de um exame moderno seja interpretada de forma genérica pelos sistemas de regulação dos planos.
Orientações para o preenchimento
A recomendação central orienta que os médicos especifiquem textualmente o termo 'mamografia digital' nos formulários. Além disso, a solicitação deve conter a finalidade clínica do exame, seja para investigação diagnóstica, acompanhamento de tratamento, rastreamento habitual ou controle de alterações suspeitas.
As entidades reforçam que a regra exige adequação contínua de clínicas, operadoras e serviços de diagnósticos por imagem. Essas instituições precisam atualizar seus fluxos internos e formulários eletrônicos para recepcionar as novas orientações sem gerar atrasos para os pacientes.
Mudanças nas regras da ANS
Anteriormente às novas diretrizes estipuladas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a cobertura do formato digital restringia-se a mulheres entre 40 e 69 anos. A partir da atualização, critérios de idade e gênero deixaram de ser barreiras para a liberação do procedimento.
Diferente do método tradicional, a modalidade digital permite a conservação das imagens em arquivos eletrônicos, o que simplifica o histórico do paciente. O CBR destaca que esse armazenamento facilita o acesso simultâneo por múltiplos especialistas e viabiliza um monitoramento muito mais preciso ao longo do tempo.

Plantão Guarujá