O Pé-de-Meia Universitário deve ser implementado a partir de 2027 para auxiliar estudantes de baixa renda cadastrados no CadÚnico que cursam graduação em instituições públicas. A confirmação foi feita pelo ministro da Educação, Leonardo Barchini, em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, exibido nesta quarta-feira pelo Canal Gov.

A nova modalidade atende a uma promessa do governo federal e foca na permanência dos alunos até a conclusão dos seus cursos. Segundo Barchini, o perfil do ensino superior público mudou significativamente nas últimas duas décadas, passando a ser composto majoritariamente por egressos da rede pública.

“Como esse perfil de estudante mudou, precisamos dar outro tipo de assistência para que esse estudante permaneça. Porque acessar é uma das etapas que esse estudante vence, mas permanecer é uma outra batalha igualmente difícil”, declarou o ministro.

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Estrutura financeira prevista

Após quatro anos de planejamento, o Ministério da Educação (MEC) entra na fase final de elaboração do projeto. A proposta prevê três eixos de apoio financeiro aos universitários contemplados:

  • Bolsa mensal de R$ 700, paga ao longo de 10 meses por ano letivo;
  • Poupança de R$ 250 mensais, também retida por 10 meses a cada ano;
  • Resgate final de R$ 10 mil, corrigido pela inflação, após a conclusão do curso em quatro anos.

O ministro ressaltou que o benefício exige como contrapartida a permanência e a conclusão da graduação no tempo regular estipulado.

Universalização da versão escolar

Durante a entrevista, o titular do MEC também anunciou que a versão escolar do programa será estendida a todos os estudantes do ensino médio público. A expectativa é finalizar os estudos técnicos em 30 dias para implementar a expansão a partir de março do próximo ano letivo.

Atualmente restrita a inscritos do CadÚnico, a ampliação visa eliminar disparidades no ambiente escolar. Conforme explicou Barchini, a convivência entre alunos contemplados e não contemplados na mesma sala de aula gerava iniquidade e competição desfavorável.

Dados do MEC indicam que o programa de incentivo para a educação básica já reduziu o abandono escolar no ensino médio em 61% entre 2022 e 2025. No mesmo período, a taxa de reprovação caiu 62% e o atraso escolar recuou 28%. Ao todo, o projeto recebeu R$ 24 bilhões para atender 7,4 milhões de jovens até 2026.

FONTE/CRÉDITOS: Daniella Almeida - Repórter da Agência Brasil