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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta quarta-feira (6) que o significativo aumento da produtividade, impulsionado por novas tecnologias, possibilitará a tão discutida redução da jornada de trabalho no modelo 6x1 sem que haja qualquer impacto negativo nos salários dos trabalhadores. A afirmação foi feita durante sua participação no programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Durigan enfatizou que as transformações estruturais no cenário laboral têm gerado notáveis avanços na capacidade produtiva.
Ele argumentou que “O mundo avançou. As pessoas estão mais produtivas e há ganhos digitais, de comunicação. É preciso reconhecer isso e não passar a conta para a população”. O ministro reafirmou o compromisso governamental com a defesa dos interesses dos trabalhadores, assegurando que a transição para uma jornada menor não implicará em perdas salariais.
Além disso, Durigan garantiu: “Vamos fazer questão de incluir, em qualquer medida que seja aprovada no Congresso, a proteção à não redução de salário. Não vai haver redução de salário”.
Acompanhe as últimas atualizações sobre as discussões acerca da jornada de trabalho e seus impactos na economia brasileira.
O ministro ressaltou que uma parcela significativa da força de trabalho brasileira, especificamente três em cada dez indivíduos, ainda cumpre uma jornada de seis dias por semana. A maioria desses trabalhadores, ele apontou, recebe até dois salários mínimos.
Durigan detalhou: “Estamos falando de 80% que ganham até dois salários mínimos. É o trabalhador de mais baixa renda. Quem tem mais alta renda está conseguindo escalas mais razoáveis”. A ideia é clara: reconhecer o ganho de produtividade e transitar para uma realidade com dois dias de descanso, em vez de apenas um.

Plantão Guarujá