Nesta terça-feira, 30 de julho, a Receita Federal efetuou o pagamento do maior lote de restituição do Imposto de Renda já registrado, totalizando R$ 16 bilhões. Cerca de 9,5 milhões de contribuintes foram beneficiados por este volume recorde, que inclui o segundo lote da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2026, além de restituições residuais de anos anteriores, impulsionado pela agilidade no processamento e modernização tecnológica do órgão.

Este montante de R$ 16 bilhões iguala o valor liberado no lote anterior, em maio. Contudo, o segundo lote se destaca por contemplar um número significativamente maior de beneficiários, alcançando 835,8 mil pessoas físicas a mais em comparação com o pagamento anterior.

A Receita Federal atribuiu o volume histórico de restituições à notável agilidade no processamento das declarações. A adoção de ferramentas avançadas de modernização e automação pelo órgão foi crucial para alcançar essa marca.

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Os dois primeiros lotes de 2026, conforme informações do órgão, já representam uma fatia expressiva: 80% das restituições totais previstas para este ano, tanto em termos de valores quanto de número de contribuintes.

Do total de R$ 16 bilhões deste lote, uma parcela de R$ 4,494 bilhões foi destinada a contribuintes que possuem prioridade legal no recebimento da restituição.

A distribuição das restituições segue a seguinte ordem de prioridade:

  • 7.709.752 contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram por receber a restituição via Pix (prioridade não determinada por lei);
  • 1.106.923 contribuintes com idade entre 60 e 79 anos (prioridade legal);
  • 507.768 contribuintes cuja principal fonte de renda provém do magistério (prioridade legal);
  • 155.060 contribuintes com mais de 80 anos (prioridade legal);
  • 106.294 contribuintes com deficiência física ou mental ou portadores de doença grave (prioridade legal).

É importante ressaltar que este lote específico não contempla pagamentos a contribuintes sem nenhum tipo de prioridade.

A consulta para verificar o status da restituição está acessível desde a terça-feira, 23 de julho, diretamente no portal da Receita Federal. Para consultar, o contribuinte deve selecionar “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, clicar no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível realizar a verificação através do aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para tablets e smartphones.

Neste ano, a Receita Federal implementou uma redução no número de lotes regulares de restituições, passando de cinco para quatro. Os pagamentos serão efetuados nos finais de maio, junho, julho e agosto.

Detalhes do pagamento e como proceder

O crédito do segundo lote será realizado ao longo do dia na conta bancária ou na chave Pix (do tipo CPF) informada no momento da declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não localize sua restituição neste lote, é recomendável acessar o Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) para verificar o extrato da declaração. Se houver alguma pendência, uma declaração retificadora pode ser enviada, aguardando os próximos lotes de pagamento.

Se, porventura, a restituição não puder ser depositada na conta indicada na declaração — por exemplo, devido a uma conta desativada —, os valores permanecerão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nessa situação, o cidadão pode agendar o crédito em qualquer conta bancária de sua titularidade, utilizando o Portal BB ou entrando em contato com a Central de Relacionamento do Banco do Brasil pelos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (exclusivo para deficientes auditivos).

Após o período de um ano, se o contribuinte não tiver resgatado o valor de sua restituição, será necessário solicitar o valor diretamente no Portal e-CAC da Receita Federal. Para isso, deve-se acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, na opção "Solicitar restituição não resgatada na rede bancária".

FONTE/CRÉDITOS: Wellton Máximo - Repórter da Agência Brasil