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A ministra do Desenvolvimento Agrário, Fernanda Machiaveli, anunciou nesta quarta-feira (1º), durante o programa Bom Dia, Ministra, do Canal Gov, que o novo Plano Safra para a agricultura familiar não é apenas o maior em volume de crédito, totalizando R$ 85,2 bilhões, mas também o mais vantajoso devido à redução das taxas de juros, impulsionando a transição ecológica no setor.
Ela enfatizou que agora é possível produzir alimentos com juros de 2%, sendo que para projetos de agroecologia, a taxa é ainda mais atrativa, fixada em 1%.
Fernanda Machiaveli explicou que o Plano Safra foi concebido com uma clara orientação para a transição ecológica.
Ele inclui um abrangente pacote de assistência técnica, visando capacitar a agricultura familiar a utilizar insumos biológicos, preservar o meio ambiente e os recursos naturais, além de adotar as melhores práticas agrícolas.
A ministra destacou que esta política pública, lançada na terça-feira (30) com um aumento de 9% na oferta de crédito, representa uma trajetória de crescimento contínuo.
Em 2023, o crédito disponível para a produção de alimentos era de R$ 53 bilhões, com uma concentração notável na Região Sul do país.
"Nosso objetivo foi expandir o alcance do crédito para todas as regiões, oferecendo condições mais acessíveis aos agricultores familiares das áreas com menor acesso, como o Norte e o Nordeste", afirmou Fernanda Machiaveli.
Além disso, a pasta do Desenvolvimento Agrário implementa um conjunto de iniciativas para mitigar os impactos das mudanças climáticas sobre a agricultura familiar.
Entre elas estão o Pró-Agro, um seguro para os beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e o Garantia Safra, que oferece proteção aos agricultores de subsistência no semiárido.
"A agricultura é uma atividade inerentemente de risco, e o cenário de mudanças climáticas intensifica essa vulnerabilidade", alertou a ministra.
Ela previu que "este ano será desafiador para toda a população, e especialmente para a agricultura familiar".
O Pronaf, em sua estrutura, também disponibiliza uma linha de crédito específica para adaptação climática, com foco nas produções das regiões Norte e Nordeste.
Outro programa de fomento relevante é o Terra à Mesa.
"Ontem foi publicado um edital que destina R$ 413 milhões especificamente para a adaptação climática na região do semiárido", informou Fernanda.
Este suporte visa capacitar os agricultores a enfrentar a crescente instabilidade climática, com um benefício de R$ 8 mil por família, alcançando um total de 60 mil famílias, que também receberão assistência técnica e formação.
Os valores poderão ser aplicados na instalação de cisternas, sistemas de energia solar, implementação de irrigação, criação de quintais produtivos ou outras tecnologias que facilitem a adaptação da produção de alimentos em períodos de estiagem.
Para o restante do país, estão disponíveis linhas de crédito para bioeconomia e tecnificação, com juros de 2% ao ano para financiamento de irrigação.
O programa Mais Alimentos também oferece amplas possibilidades de financiamento para a tecnificação voltada à adaptação climática, com taxas que variam de 1,5% a 2% para esses investimentos, finalizou a ministra.

Plantão Guarujá