A jararaca-da-moela, espécie endêmica (exclusiva) da Ilha da Moela, em Guarujá, no litoral de São Paulo, foi descoberta há aproximadamente três anos. Segundo apurado pelo g1, nesta quarta-feira (23), ela será alvo de um estudo do Instituto Butantan junto com outras cobras, como a jararaca-ilhoa, da Ilha da Queimada Grande, conhecida como 'Ilha das Cobras' e localizada entre Itanhaém e Peruíbe.
 
Cinco espécies de jararacas serão estudadas na nova sede do Laboratório de Ecologia e Evolução (LEEv) do Instituto Butantan, que foi inaugurada em 21 de fevereiro na Rua Adolfo Lutz, em local próximo ao Museu da Vacina, na capital paulista (veja cada uma delas mais adiante).
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De acordo com o Butantan, a principal missão do espaço é conduzir ações e estudos voltados à conservação de serpentes ameaçadas de extinção, especialmente as nativas de ilhas litorâneas brasileiras, como a jararaca-da-moela e a jararaca-ilhoa.
 
🐍 Conheça a jararaca-da-moela e os detalhes do estudo a partir dos seguintes pontos:
 
Jararaca-da-moela
Jararaca-ilhoa
Espécies do estudo
Nova sede do Butantan
Jararaca-da-moela
 
A jararaca-da-moela (Bothrops germanoi) foi descoberta por um grupo de herpetólogos [biólogos especializados no estudo de anfíbios e répteis] do Butantan, na Ilha da Moela, localizada a dois quilômetros da costa de Guarujá.
 
A instituição informou que a jararaca foi batizada de Bothrops germanoi em homenagem a Valdir Germano, um colaborador do Butantan que se dedicou aos cuidados de inúmeras serpentes do instituto e se tornou um dos principais especialistas na identificação de novas espécies.
 
Segundo o Butantan, elas se alimentam de pequenos anfíbios e têm dezenas de características morfológicas que as distinguem das outras jararacas habitantes de ilhas, como o tamanho (menor) da cabeça, por exemplo.
FONTE/CRÉDITOS: g1 Santos