O número de pinguins-de-magalhães encontrados mortos nas praias do Vale do Ribeira, no litoral de São Paulo, ultrapassou 800 neste final de semana. O Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) acompanha e monitora o caso. O encalhe em massa ganhou repercussão nacional na última semana.

Até sexta-feira (22), mais de 350 aves haviam sido localizadas nas faixas de areia de Cananéia, Iguape e Ilha Comprida. Neste sábado (24), o número chegou a 845.

As aves começaram a aparecer mortas no Vale do Ribeira no último dia 15. Segundo o IPeC, todos foram encontrados já sem vida e em estágio avançado de decomposição, o que impossibilita determinar, por enquanto, a causa exata das mortes.

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No sábado (24), técnicos e monitores do IPeC recolheram aves também na praia de Cananéia. Por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), o IPeC segue registrando os casos nas praias da cidade, e também nas de Iguape e Ilha Comprida.

Possíveis causas

Entre as hipóteses levantadas pelo IPeC para explicar as mortes estão o desgaste pela longa migração, a dificuldade de encontrar alimento, parasitoses, doenças infecciosas ou ainda interação com atividades de pesca. De acordo com a equipe veterinária do instituto, a realização da biometria pode auxiliar na investigação das possíveis causas do encalhe em massa.

Espécie

Os pinguins-de-magalhães vivem em colônias na região da Argentina e, durante o inverno, migram para o litoral sul e sudeste do Brasil em busca de águas mais quentes e alimento.